16 de out. de 2026

Além dos 32 votos que faltaram: uma explicação sobre porque Robinson Faria não se reelegeu

b650dcd7-b608-4591-9422-2aced607c197Robinson Faria ficou a apenas 32 votos de renovar seu mandato na Câmara dos Deputados. Na minha avaliação, sua derrota reflete a dificuldade de transformar bons apoios políticos em votos. Os ataques à sua passagem pelo governo reacenderam lembranças negativas e pesaram na campanha. Em Mossoró, recebeu menos votos que João Maia e Benes, apesar de contar com uma boa estrutura de aliados. Mais do que um apoio pontual que faltou, o desgaste de seu nome ajuda a explicar o resultado..

Imagino a frustração do deputado federal Robinson Faria ao olhar para o resultado e perceber que ficou a apenas 32 votos de renovar seu mandato na Câmara dos Deputados.

Uma diferença tão pequena deve provocar uma revisão de toda a campanha: o apoio político que escapou, o reduto em que o empenho poderia ter sido maior, a liderança que não correspondeu à expectativa. Deve estar passando um festival de razões pela cabeça de Robinson. Afinal, quando faltam tão poucos votos, qualquer oportunidade perdida ganha um peso enorme.

Na minha leitura, porém, há uma explicação mais ampla para sua derrota. Entre os três candidatos mais fortes do União Brasil/PP, Robinson tinha uma estrutura expressiva de apoios, mas era o nome que encontrava mais resistência entre os eleitores. Sua dificuldade estava em transformar essa estrutura em votos.

Esse desgaste ganhou força quando Kelps Lima passou a apresentar Robinson como o pior governador da história do Rio Grande do Norte. A expressão repercutiu e trouxe de volta ao debate a avaliação de sua passagem pelo governo.

Depois, as campanhas de Cadu de Lula e Álvaro Dias passaram a explorar a ligação de Robinson com Allyson Bezerra para atingir o candidato ao governo. Robinson foi apresentado como o aliado cuja presença colocaria em dúvida o discurso de mudança de Allyson.

Vieram os carimbos: “o pior governador”, “Allyson de Robinson” e as referências aos atrasos de quatro folhas de pagamento e à crise da previdência dos servidores durante sua gestão. Na narrativa dos adversários, Robinson virou o menino mau da história.

Embora esses ataques buscassem atingir Allyson, também colocavam o próprio Robinson no centro da rejeição. Ao disputar a reeleição para deputado federal, ele precisava pedir votos enquanto sua imagem como ex-governador era permanentemente lembrada de forma negativa.

Nas cidades, seus apoiadores sentiam essa dificuldade. Ter uma liderança ao lado da candidatura não significava conseguir convencer o eleitor. O apoio existia, mas o nome pesava na hora de pedir o voto.

Mossoró oferece um exemplo desse contraste. Robinson, João Maia e Benes Leocádio contaram com uma boa estrutura política e, segundo a divisão de apoios organizada por Allyson entre seus aliados na cidade, partiram de condições semelhantes de sustentação.

O resultado, entretanto, foi bastante diferente: João Maia recebeu 5.933 votos; Benes Leocádio, 4.993; e Robinson, 2.948. Esses números, isoladamente, não explicam a derrota, mas ajudam a ilustrar a dificuldade de converter apoio político em adesão eleitoral.

Ouvi de vários apoiadores de Robinson que, ao entrar nas casas, encontravam resistência para convencer o eleitor a votar nele. Segundo esses relatos, pedir votos para os outros candidatos era mais fácil.

Por isso, entendo que a campanha de Robinson ficou mais difícil a partir do momento em que a avaliação negativa de seu governo voltou ao centro do debate. Seus adversários conseguiram associar sua candidatura a lembranças que ele precisava superar para renovar o mandato.

Os 32 votos que faltaram tornam compreensível a busca por uma falha pontual. Mas, na minha avaliação, a principal explicação está no desgaste que limitou seu crescimento ao longo da campanha. Robinson reuniu bons apoios em todo o RN. O que não conseguiu, na medida necessária, foi vencer a resistência ao próprio nome.


Governo Fátima Bezerra tem 42% de avaliação negativa e desaprovação pessoal chega a 55%, aponta Quaest/InterTV.

























A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (13) mostra como os eleitores estão avaliando o governo de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte.

De acordo com o levantamento, a maior parte da população vê a atual administração com olhos críticos.

Quando questionados sobre como classificam a gestão, 42% dos entrevistados responderam que ela é negativa, enquanto 29% a consideram regular e 25% a avaliam como positiva. Apenas 4% não souberam ou não quiseram responder.

Além de analisar o governo de forma geral, o estudo também procurou saber o que as pessoas acham do trabalho pessoal de Fátima Bezerra na função de governadora.

Nesse ponto, os números mostram que a maioria desaprova o desempenho da gestora, com 55% de rejeição contra 38% de aprovação, além de 7% que preferiram não opinar.

A pesquisa ouviu 1.098 pessoas entre os dias 9 e 12 de outubro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada sob o número RN-03210/2026.

Pesquisa Datafolha – Rejeição: Lula tem 46% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 44%

 Pesquisa Datafolha - Rejeição: Lula tem 46% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 44%

A Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra sobre a rejeição dos candidatos a presidente do Brasil.


Lula da Silva (PT) lidera a rejeição dos eleitores, por 46%, que afirmam não votar de forma alguma no petista. A rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) é de 44%.

No levantamento anterior, de 8 de outubro, Lula mantinha os mesmos 46% de rejeição, enquanto Flávio registrava 43%. Agora, 3% dos entrevistados dizem rejeitar os dois candidatos e 7% afirmam que não rejeitam nenhum deles.

Entre os eleitores de Flávio, 74% dizem votar nele por considerá-lo o melhor candidato, enquanto 17% afirmam que a escolha é motivada pelo desejo de derrotar Lula. Entre os apoiadores do presidente, 83% dizem escolhê-lo por considerá-lo o melhor candidato, e 12% afirmam votar para impedir a vitória do senador.

A pesquisa também aponta que 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam. Na avaliação da gestão, 41% consideram o governo ruim ou péssimo, e 35% o classificam como ótimo ou bom.

O levantamento ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. Contratada pela Folha de S.Paulo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.