14 de ago. de 2026

RN é o 8º pior em ascensão social e só 1,38% dos potiguares chega aos 10% mais ricos

 

Foto: Rodrigo Nunes

Apenas 1,38% das pessoas nascidas no Rio Grande do Norte conseguem atingir a fatia dos 10% mais ricos da população brasileira na vida adulta. Em contrapartida, a grande maioria dos potiguares — expressivos 78,92% — permanece retida na metade mais pobre do país. Os dados do Atlas da Mobilidade Social colocam o estado na 8ª posição nacional entre as unidades da federação onde é mais difícil subir de classe social.

No topo do ranking de mobilidade, o Distrito Federal lidera com 3,06% de chance de ascensão ao topo da renda, seguido por Mato Grosso do Sul (2,92%) e Rio Grande do Sul (2,86%). Na ponta oposta, Alagoas registra o menor índice do país, com apenas 0,98%.

O estudo, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab, aponta que o gargalo educacional no estado é um dos principais obstáculos para a mudança desse cenário:

  • Ensino Médio: estimativa de conclusão de apenas 50,77% da população.

  • Ensino Superior: apenas 2,20% chegam a se formar em uma graduação.

Metodologia do levantamento

Para mensurar a mobilidade intergeracional, os pesquisadores analisaram uma amostra de 7 milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990, cruzando dados históricos de renda de pais e filhos. O mapeamento combinou informações do Imposto de Renda, RAIS, Cadastro Único/Bolsa Família e bases do IBGE entre 1985 e 2019.

Com informações da Tribuna do Norte

Geral RN tem menor investimento em saúde do país e fica abaixo do mínimo constitucional

 


Divulgação / Sesap

O Rio Grande do Norte terminou o primeiro semestre de 2026 com o menor percentual de investimento em saúde entre todos os estados brasileiros. De acordo com o levantamento do Laboratório de Orçamento e Políticas Públicas (LOPP), vinculado ao Ministério Público Estadual, apenas 7,04% das receitas de impostos e transferências foram aplicadas na área até junho.

O número coloca o RN bem atrás do Rio Grande do Sul, penúltimo colocado, que aplicou 10,54%. No Nordeste, a situação é ainda mais preocupante: todos os demais estados já haviam ultrapassado os 13%.

O relatório alerta que, mantido o ritmo atual, o estado terá dificuldades para alcançar o mínimo constitucional de 12% até o fim do ano. O próprio LOPP classificou o desempenho potiguar como uma “anomalia administrativa e orçamentária específica”.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, contesta a avaliação e afirma que o percentual está dentro do cronograma do Governo do Estado. Ele afirma que cerca de R$ 120 milhões já pagos ainda precisam ser contabilizados, o que elevaria o índice. A previsão da gestão é chegar a 12,5% até dezembro.

Com informações da Tribuna do Norte