3 de mar de 2015

Ricardo Noblat e o comportamento de Dilma e Lula

Polêmico o texto de Ricardo Noblat na coluna Panorama Político de hoje, no jornal O Globo.
Estilo Lula e Dilma, ame-os ou odeie-os.
Vale ler e tirar suas conclusões.

Lula, de esperança a forte ameaça à democracia
Ricardo Noblat
O que leva Dilma, aos 67 anos de idade, a ser tão rude com seus subordinados? A pedido de quem me contou, não revelarei a fonte da história que segue.
No ano passado, ao ouvir do presidente de uma entidade financeira estatal algo que a contrariou, Dilma elevou o tom da voz e disse:
- Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos? Eu tenho. Quando você tiver poderá ocupar o meu lugar.
Dilma goza da fama de mal educada. Lula, da fama de amoroso. Não é bem assim. Lula é tão grosseiro quanto ela. Tão arrogante quanto.
Eleito presidente pela primeira vez, reunido em um hotel de São Paulo com os futuros ministros José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken, entre outros, Lula os advertiu:
- Só quem teve voto aqui fui eu e José Alencar, meu vice. Não se esqueçam disso.
Em meados de junho de 2011, quando Dilma sequer completara seis meses como presidente da República, ouvi de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, um diagnóstico que se revelou certeiro.
“Dilma tem ideias, cultura política. Mas seu temperamento é seu principal problema”, disse ele. “Outro problema: a falta de experiência. E mais um: tem horror à pequena política. Horror”.
Na época, Eduardo era aliado de Dilma. Nem por isso deixava de enxergar seus defeitos.
“Dilma montou um governo onde a maioria dos ministros é fraca”, observou. “Todos morrem de medo dela. No governo de Lula, não. Ministro era ministro. Agora, é serviçal obediente e temeroso. Lula não pode fingir que nada tem a ver com isso. Afinal, foi ele que inventou Dilma”.
Lula não perdoa Dilma por ela não ter cedido a vez a ele como candidato no ano passado. Mas não é por isso que opera para enfraquecê-la sempre que pode.
Procede assim por defeito de caráter. Com Dilma e com qualquer um que possa causar-lhe embaraço.
Se precisar, Lula deixa os amigos pelo meio do caminho. Como deixou José Dirceu, por exemplo. E Antonio Palocci.
Pobre de Dilma quando Lula se oferece para ajudá-la.
Na última quarta-feira, ele jantou com senadores do PT. Ouviu críticas a Dilma e a criticou. No dia seguinte, tomou café da manhã com senadores do PMDB. O pau cantou na cabeça de Dilma.
Tudo o que se disse nos dois encontros acabou se tornando público. Em momento de raro isolamento, Dilma precisa de muitas coisas, menos de briga.
Pois foi com o discurso belicoso de sempre, do nós contra eles, do PT e dos pobres contra as elites, que Lula participou de um ato no Rio em favor da Petrobras.
Sim, da Petrobras degradada nos últimos 12 anos pelo PT e seus aliados.
Pediu que seus colegas de partido defendessem a empresa e se defendessem da acusação de que a saquearam.
E por fim acenou com a possibilidade de chamar “o exército” de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Sem Terra, para sair às ruas e enfrentar os desafetos do PT e do governo.
Washington Quaquá, presidente do PT do Rio de Janeiro e prefeito de Maricá, atendeu de imediato ao apelo de Lula. Escreveu em sua página no Facebook:
- Contra o fascismo, a porrada. Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda. Está na hora de responder a esses filhos da puta que roubam e querem achincalhar o partido que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Agrediu, damos porrada.
É o exemplo que vem de cima!
Para o bem ou para o mal, este país carregará na sua história a marca indelével de um ex-retirante nordestino miserável, agora um milionário lobista de empreiteiras, que disputou cinco eleições presidenciais, ganhou duas vezes e duas vezes elegeu uma sem voto, sem carisma e sem preparo para governar.
Lula já foi uma estrela que brilhava sem medo de ser feliz.
Foi também a esperança que venceu o medo.

Está se tornando uma forte ameaça à democracia.

Procurador-geral Rodrigo Janot pedirá fim do segredo de justiça em todos os pedidos de investigação

Do G1
'Quem tiver de pagar, vai pagar', afirma Rodrigo Janot a manifestantes
Procurador-geral deve pedir nesta terça ao STF a investigação de políticos. Grupo se reuniu em frente à Procuradoria para manifestar apoio a Janot
Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse na noite desta segunda-feira (2) a um grupo de manifestantes que "quem tiver de pagar, vai pagar", em referência aos pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos, que ele deve entregar nesta terça ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os manifestantes se concentraram na frente do prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, para manifestar apoio a Janot, responsável pela investigação de parlamentares e autoridades eventualmente envolvidos com os fatos apurados na Operação Lava Jato, que apontou desvio de dinheiro da Petrobras.
"Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio. Quem tiver de pagar, vai pagar", afirmou o procurador, em vídeo reproduzido no site YouTube.
Segundo o Janot, o processo será "longo". "Nós vamos apurar. Isso é um processo longo. Nós estamos começando agora. A investigação começa e nós vamos até o final dessa investigação", afirmou o procurador, aplaudido pelos manifestantes.
Antes de se despedir, Janot brincou: "Se eu tiver que me investigar, eu me investigo".
A revelação dos nomes de políticos e autoridades supostamente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras só deverá ocorrer após uma decisão do ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A expectativa é que os pedidos de investigação contra os suspeitos chegue ao STF até a noite desta terça. Todos estarão inicialmente em segredo de Justiça, o que impede acesso a qualquer de suas informações.
Segundo o G1 apurou, o procurador-geral da República pedirá o fim do segredo em todos os pedidos de investigação, e Teori Zavascki analisará, caso a caso, se vai atender a essa recomendação.

A análise deve começar após a apresentação, mas dificilmente será concluída ainda nesta terça. Só depois de decidir sobre todos os pedidos, haverá divulgação, em bloco, dos nomes dos políticos.

Rede TV extingue programas e demite os jornalistas Túlio Lemos e Miguel Weber

Comprada por um pastor da Assembleia de Deus, a afiliada da Rede TV no Rio Grande do Norte, que começou mantendo a grade de programação e os profissionais, vai mudando a cara.
O Jornal Verdade deixou de ser apresentado pelos jornalistas Juliana Celli e Túlio Lemos.
Há duas semanas a apresentadora deixou a emissora, onde também ocupava a gerência de jornalismo, para se dedicar a uma função na assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa.
Logo depois, quando chegou para apresentar, Túlio Lemos foi informado que a TV não precisava mais dele…
O jornalista Eugênio Bezerra também saiu.
A equipe do programa de esporte também foi mandada embora.
E nesta segunda-feira foi a vez da extinção do Patrulha Policial.
Fora da emissora, o jornalista Miguel Weber.
Na nova grade da Rede TV, entrou no ar um noticiário, comandado pelo apresentador conhecido por BG, que também assumiu a gerência de jornalismo.

Entre os que saem e os que ficam, a preocupação: salários em atraso.

DEPUTADO FEDERAL BETO ROSADO CONHECE PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO



GUT9200-Gustavo-Lima-Câmara-dos-DeputadosO secretário nacional de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Osvaldo Garcia, apresentou ao deputado federal Beto Rosado (PP), o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Vista como uma das soluções para amenizar os efeitos das secas na região Nordeste, a transposição garantirá o abastecimento d’água de grandes centros urbanos como Mossoró, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Campina Grande e Caruaru, além de centenas de pequenas e médias cidades.
Na conversa com o secretário, Beto foi informado que mais de 70% das obras físicas do projeto São Francisco foram executadas e que todas as etapas estão contratadas, com previsão de entrega em 2016. A meta do Ministério da Integração é beneficiar um total de 12 milhões de habitantes, de 390 municípios, nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.