8 de ago de 2012


O vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, presidente estadual do PSD, fez uma avaliação negativa do governo estadual e o classificou de “incompetente” e de uma “frustração” para o povo potiguar. Ele disse que o governo não tem projetos, não tem planejamento e que não há metas na segurança, na educação e na saúde. “É como se estivéssemos na idade da pedra”, afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, da TV Câmara (Canal 10 Cabo Telecom).


Rompido com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) desde outubro do ano passado, o vice-governador disse que o governo “não fez nada do que prometeu” e enfatizou a forte rejeição popular sofrida pela gestão. “É bom lembrar que eu rompi com o governo no primeiro ano de governo, quando ainda havia uma expectativa de um grande governo; um governo inovador, novo, que prometeu e alimentou as esperanças do povo do Rio Grande do Norte. Não saí na hora do desgaste, saí por discordar e ter sido surpreendido com uma parceria que eu imaginava ser totalmente diferente e saí entregando todos os cargos”, lembrou Robinson.


A análise do vice, em relação ao desempenho do governo, é de frustração. “A avaliação que eu faço do governo, hoje, é a de qualquer natalense e norte-rio-grandense: frustração. Uma candidata que prometeu que faria uma revolução na saúde, como medica de formação. Foi feita uma pesquisa de avaliação e 91% da população rejeita e condena a forma de gestão da atual governadora na saúde, 87% rejeita a segurança pública e 86% rejeita a educação. Esse retrato eu tenho encontrado aonde eu chego, em qualquer parte que eu vou”, afirmou.


Robinson também criticou o abandono do setor rural e questionou o aumento da arrecadação em comparação a situação crítica da saúde, segurança e educação. “O setor rural está pré-falido. O Programa do Leite foi abandonado pelo atual governo. A situação da pecuária é crítica, com um risco desconhecido da aftosa. Houve um retrocesso do setor rural. O homem do campo está enfrentando uma seca e não há uma política pública de solidariedade, diferente do Ceará e de Pernambuco”, comparou o vice-governador, que também questionou a ausência de projetos inovadores no estado, revelando indignação em relação à precariedade dos serviços e os gastos exorbitantes com publicidade e propaganda. “Qual o projeto inovador hoje no Rio Grande do Norte que se possa citar como exemplo para a população? Me aponte um? Não existe. O governo não tem projetos, não tem planejamento, não há metas na segurança, na educação e na saúde. A arrecadação surpreende a cada dia e estão morrendo crianças porque não tem UTI neonatal. É como se estivéssemos na idade da pedra e, enquanto isso, o Estado gasta com propaganda, numa mídia milionária, e não tem médico para dar plantão na unidade pediátrica no Hospital da Zona Norte. Os hospitais estão todos sucateados e não atendem nem a baixa complexidade, que dirá a média complexidade”, ressaltou.


Barriguda News
Jornal de Hoje

SUBORDINADO DE CACHOEIRA tinha o celular pessoal de Agnelo e era amigo de Agaciel

No jornal O Globo desta quarta-feira, uma reportagem de Vinicius Sassine mostra que o braço direito de Carlinhos Cachoeira, José Olímpio de Queiroga Neto, acusado de ser o principal explorador do jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal, era bem próximo do governador Agnelo Queiroz, do vice Tadeu Filippelli e também do agora deputado distrital Agaciel Maia - um norte-rio-grandense que há anos figura em escândalos políticos na capital da República.

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Os nomes com os respectivos números dos telefones celulares pessoais do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), do vice-governador, Tadeu Filippelli (PMDB), e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Abdon Araújo, aparecem na agenda de um celular de José Olímpio de Queiroga Neto, denunciado na Operação Monte Carlo por ser o principal explorador da jogatina ilegal na região. No dia em que a operação foi deflagrada, 29 de fevereiro, a PF cumpriu mandados de busca na casa de Queiroga Neto, em Brasília.

A perícia do aparelho, remetida à CPI do Cachoeira, no Congresso, revelou a existência de três contatos do governador na agenda, com três números diferentes: “Agnelo”, “Agnelo abdon” e “agnelo zunga”, este último um número de rádio. O porta-voz do governador, Ugo Braga, confirmou ao Globo que os números registrados na agenda de Queiroga Neto são os respectivos celulares pessoais de Agnelo e de Abdon, amigo do governador.

Os registros dos contatos do vice-governador aparecem como “Dep filip secret elizete” e “Dep filipelli”. A reportagem confirmou que os números estão vigentes, e pertencem ao vice. O celular foi atendido pelo ajudante de ordens de Filippelli. Na agenda ainda aparece o número do telefone do deputado distrital Agaciel Maia (PTC), ex-diretor-geral do Senado e pivô do escândalo dos atos secretos, em 2009, além de outros políticos de Brasília.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal de Goiás incluiu Queiroga Neto e mais três irmãos, todos subordinados a Cachoeira.


— O governador e o secretário não conhecem Queiroga Neto, não se lembram de nenhuma conversa por telefone com ele. Agnelo tem esse telefone pessoal desde 2006, e Abdon, desde 1998. O fato de os números estarem na agenda não significa que haja proximidade — disse o porta-voz.

A assessoria do vice-governador informou que o número de telefone de Filippelli é público e que “não faz sentido” deduzir que ele conhece Queiroga Neto em razão do registro na agenda.

Um relatório produzido pela PF para as investigações da Monte Carlo mostra que dois filhos de Queiroga Neto foram sócios de uma empresa de lubrificação e polimento, entre 2007 e 2008. Hoje, os sócios são dois filhos de Agaciel Maia. Um dos filhos do contraventor continua com autorização para movimentar a conta bancária da empresa, conforme o relatório.

A PF anexou ao documento fotos das duas famílias em viagem à Europa. Entre as últimas ligações feitas por Queiroga Neto, antes da apreensão do aparelho pela PF, está uma chamada para o deputado distrital. Procurado, Agaciel não respondeu.

Barriguda News
No Minuto.com/Luis Fausto

Diretor da Certus explica pesquisa eleitoral de Mossoró

Diretor do Instituto Certus, Mardone França disse que não discute e nem compara os números do seu trabalho com o de outra empresa. “Me pauto pelos meus números, meu método de trabalho”, afirmou. Ele observou que a grande diferença entre os institutos deixa o eleitor confuso. “Eu não vou argumentar nem pró e nem contra, quem vai dizer o certo e errado são as urnas”, destacou Mardone França.

Ele explicou que para pesquisa no segundo maior colégio eleitoral do Estado, divide a cidade em quatro zonas eleitorais. Na zona urbana são pesquisados 22 bairros e na rural quatro comunidades. No total, são 500 entrevistas, onde 15% delas estão concentradas na zona rural.

“O número de questionários em cada bairro é proporcional a densidade eleitoral”, informou Mardone França. A expectativa do diretor do Instituto Certus é que a eleição em Mossoró se acirre ainda mais.

“A tendência é que as duas candidatas se aproximem. São dois grupos fortes, um da governadora e outro da deputada federal Sandra Rosado, deverá ocorrer um afunilamento entre os candidatos”, ressaltou Mardone França.