26 de mai. de 2026

Passada a festa da vitória, Zé Roberto Pezão e Rosa Basílio têm a missão imediata de salvar Itaú da paralisia administrativa.

  Clodoeudes Fernandes


Imagem produzida com uso de Inteligência Artificial

Passada mais de uma semana da eleição suplementar realizada no último dia 17 de maio, a cidade de Itaú começa a deixar de lado a ressaca das comemorações para encarar a realidade administrativa. O ápice da celebração popular aconteceu no último sábado (23), com uma grande festa da vitória que reuniu a população com direito a bandas e churrasco.

No entanto, o clima festivo precisa dar lugar imediato ao trabalho, pois o município já vem sofrendo graves prejuízos e uma forte instabilidade política e administrativa provocada pela cassação do ex-prefeito André Júnior. Foi justamente esse cenário de cassação e incertezas que gerou uma série de entraves na gestão pública ao longo dos últimos meses.

Agora, com o encerramento do recente processo eleitoral, o grupo de oposição liderado por Zé Roberto Pezão e sua vice, Rosa Basílio, sai vitorioso nas urnas com a missão de pacificar e destravar a cidade, tendo derrotado tanto os candidatos apoiados pelo ex-gestor cassado quanto pelo atual prefeito interino, Fernandes Melo, que mesmo sendo do mesmo partido de Pezão, o União Brasil, atuou como um opositor ferrenho.

Essa transição de governo para as mãos da oposição exige extrema agilidade e responsabilidade, uma vez que o tempo de mandato será curto e os novos gestores precisam mostrar serviço caso pretendam disputar a reeleição em 2028.

Se a população votou pela mudança, é porque setores vitais como saúde, educação, infraestrutura e ação social enfrentam sérias deficiências que precisam ser corrigidas. 

A expectativa é que, logo após tomar posse, tanto Zé Roberto Pezão quanto Rosa Basílio ajam com rapidez absoluta para montar uma equipe de transição qualificada e definir tanto o primeiro escalão de secretários quanto os nomes do segundo escalão.

Essa equipe terá o dever de obedecer rigorosamente ao princípio da continuidade administrativa, tomando pé da situação real da prefeitura para garantir a sequência das obras em andamento, manter os serviços essenciais e planejar a captação de novos recursos, equipamentos e veículos.

O momento exige pressa para que, logo após a diplomação e a posse, a máquina pública não sofra uma nova paralisia e o povo de Itaú não seja ainda mais prejudicado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário