
A permanência do vice-governador Walter Alves na presidência do MDB do Rio Grande do Norte virou uma grande incógnita depois das eleições de 2026. O rompimento com o PT, após quatro anos de participação no governo Fátima Bezerra, e as derrotas acumuladas nas urnas colocaram sua liderança partidária sob questionamento.
Walter não conseguiu se eleger deputado estadual, viu seu aliado Allyson Bezerra perder a disputa pelo Governo do Estado para Cadu Xavier e ainda apostou, no segundo turno presidencial, em Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula.
Mesmo mantendo uma boa relação com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, Walter enfrenta um cenário de incertezas. Nos bastidores, interlocutores políticos avaliam que sua continuidade no comando da legenda potiguar ficou comprometida.
Dois nomes já aparecem nas conversas sobre uma possível mudança: o deputado federal eleito Dr. Bernardo, atualmente no PV, e o deputado federal reeleito Benes Leocádio, do União Brasil. Ambos dependeriam de uma articulação partidária para assumir o comando do MDB.
Mas existe outro nome que não pode ser descartado dessa disputa: o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias. Com experiência política, liderança própria e presença no cenário estadual, Álvaro também não é carta fora do baralho numa eventual reorganização do MDB no Rio Grande do Norte.
O comando da legenda é considerado estratégico por envolver estrutura partidária, tempo de televisão, recursos do fundo eleitoral e a preparação para as eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030.
Por enquanto, Walter Alves continua na presidência. Mas, diante das movimentações de bastidores, a sucessão no MDB potiguar promete entrar na pauta das articulações políticas dos próximos meses.
