29 de out. de 2026

Cadu Xavier Anuncia 12 nomes e conclui formação da equipe de transição no RN ..


 
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), definiu os nomes restantes da equipe de transição do governo estadual. A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (29). Com os novos integrantes, a comissão passa a contar com 18 pessoas.
 
Entre os nomes indicados por Cadu estão a vice-governadora eleita, Larissa Rosado, o ex-deputado Fernando Mineiro, o ex-prefeito de Currais Novos Odon Júnior e o prefeito de Acari, Fernando Bezerra.
A expectativa era de que o governador eleito anunciasse sete nomes, mas foram divulgados 12 integrantes. Na quarta-feira (28), a governadora Fátima Bezerra (PT) havia anunciado seis representantes do atual governo para compor a comissão.
 
Veja os nomes indicados por Cadu Xavier
 
Cadu Xavier – governador eleito;
 
Larissa Rosado – vice-governadora eleita;
 
Fernando Mineiro – ex-vereador e ex-deputado estadual e federal;
 
Augusto César Macêdo Brandão de Araújo – advogado;
 
Ceres Virgínia da Costa Dantas – engenheira civil;
 
João Ricardo dos Reis Cavalcante Cerqueira – advogado;
 
Natália de Sena Alves – advogada;
 
Odon Júnior – ex-prefeito de Currais Novos;
 
Pedro Augusto Filgueira Albuquerque – advogado;
 
Ana Adalgisa Dias Paulino – engenheira civil e vice-presidente do Confea/Crea;
 
Rivaldo Fernandes Pereira – analista de sistemas e presidente do PV no RN;
 
Fernando Antônio Bezerra – advogado e prefeito de Acari.
 
Veja os representantes indicados por Fátima Bezerra
 
A governadora Fátima Bezerra indicou seis integrantes para representar a atual gestão na transição. Os nomes foram confirmados na edição desta quinta-feira do Diário Oficial.
 
Luciana Daltro – controladora-geral do Estado;
 
Antenor Roberto – procurador-geral do Estado;
 
Álvaro Bezerra – secretário da Fazenda;
 
Alexandre de Oliveira Lima – secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão;
 
Virgínia Ferreira Lopes – chefe do Gabinete Civil;
 
Jane Carmen – secretária de Administração.
 
Cadu Xavier informou que a coordenação da equipe ficará sob responsabilidade de Luciana Daltro, atual controladora-geral do Estado. Ela também foi responsável pelo plano de governo apresentado durante a campanha do governador eleito.

O vice-prefeito de Martins, Gileno Oliveira Carvalho, foi exonerado da função de coordenador municipal da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC).

 



O vice-prefeito de Martins, Gileno Oliveira Carvalho, foi exonerado da função de coordenador municipal da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC). A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 403/2026, assinada pelo prefeito Paulo César Galdino no dia 28 de outubro de 2026.

De acordo com o documento, a exoneração ocorreu a pedido do próprio Gileno, tendo como justificativa o requerimento protocolado pelo interessado. A portaria determina o encerramento de sua atuação à frente da coordenação municipal da Defesa Civil.

A medida foi publicada pelo Gabinete do Prefeito e entrou em vigor na data de sua publicação. O texto não apresenta outros motivos para a saída do vice-prefeito da função, limitando-se a registrar que a decisão foi tomada a pedido.

Gileno continua sendo vice-prefeito de Martins. A portaria trata exclusivamente de sua função como coordenador municipal da COMPDEC, não mencionando qualquer alteração em seu mandato eletivo.

Estados aprovam reajuste do ICMS e combustíveis ficam mais caros em 2027

 

Estados aprovam reajuste do ICMS e combustíveis ficam mais caros em 2027

Os estados aprovaram um reajuste nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. A decisão foi formalizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda e do governo federal, e foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União. Os novos valores entrarão em vigor no dia 1º de fevereiro de 2027.

Com a atualização, o imposto cobrado sobre o litro da gasolina subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64. O diesel registrará o maior impacto relativo, com uma alta de 11%, passando de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Já a alíquota sobre o gás de cozinha aumentará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representará um encargo adicional de R$ 0,91 no botijão tradicional de 13 quilos.

Diferente de outros produtos, o ICMS sobre combustíveis é aplicado como um valor fixo em reais (alíquota ad rem) e passa por revisão anual. O cálculo toma como base a variação dos preços médios aferidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o atual reajuste, o conselho comparou a média de preços entre os meses de fevereiro e setembro de 2026 com o mesmo intervalo de 2025.

Lula corta auxílio reclusão de presos: “Família vai pagar pela Irresponsabilidade”

 


O Presidente da República em exercícios Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 15.358/2026 (Lei Antifacção), que proíbe o pagamento do auxílio-reclusão aos dependentes de presos envolvidos com organizações criminosas ultraviolentas, milícias ou grupos paramilitares.

A restrição aplica-se tanto a presos em cumprimento de pena quanto a indivíduos sob prisão cautelar em regime fechado ou semiaberto.

Amizade quebrada no voto: Júlio César teve quase 24 votos em casa, mas não casou votação com Robinson Faria, que perdeu a eleição por 32

 


Júlio César foi eleito deputado estadual com 66.750 votos, sendo o quarto mais votado do Rio Grande do Norte. Em Ceará-Mirim, sua principal base política, recebeu 23.548 votos. Já o deputado federal Robinson Faria obteve apenas 11.491 votos no município, uma diferença de 12.057 votos a menos em relação ao aliado. No resultado geral, Robinson somou 123.008 votos e perdeu a eleição por apenas 32 votos.

Aliados próximos ao ex-governador atribuem a Júlio César parte da responsabilidade pelo resultado. A avaliação desse grupo é que Ceará-Mirim não entregou a votação casada esperada para os dois candidatos, apesar da relação política construída ao longo dos anos. A disparidade entre os números dos dois nas urnas ampliou o descontentamento entre pessoas ligadas a Robinson.

A relação entre os dois tem raízes no período em que Robinson governava o Rio Grande do Norte e Júlio César era prefeito de Ceará-Mirim. Segundo relatos de amigos em comum, o município teria sido um dos mais beneficiados pela gestão estadual naquela época. Agora, após o resultado eleitoral, interlocutores avaliam que esse ciclo de proximidade política foi rompido.

A derrota por apenas 32 votos representa um revés para Robinson Faria, que não conseguiu renovar o mandato de deputado federal. Para aliados, a frustração é ainda maior diante da pequena diferença que o separou da vitória e da votação expressiva conquistada por Júlio César em Ceará-Mirim.

28 de out. de 2026

Alcolumbre defende pacificação e considera indulto a Bolsonaro e anistia

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende nos bastidores uma pacificação nacional após o resultado eleitoral e considera liderar um movimento que resulte em um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

A notícia é do R7. De acordo com interlocutores, Alcolumbre tem dito a autoridades do Executivo, Legislativo e do Judiciario que é preciso virar a página dessa escalada de crises e tensão permanente em torno de Jair Bolsonaro, Lula e STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele tem dito que é preciso encontrar um caminho para o país seguir em frente. Aliados relataram a CNN que Alcolumbre já conversou sobre essa preocupação com autoridades dos Três Poderes e tem angariado apoio nessa agenda.

Não há porém garantia, segundo aliados, de uma articulação fechada, com formato definido e vinculada à eleição do Senado e acordo ou solução definida.

Nesta semana, a CNN revelou que a oposição articula uma chapa única de oposição a Alcolumbre tendo como uma da sbandeiras o impeachment de Alexandre de Moraes.



27 de out. de 2026

Qual será o jeito Cadu de governar? Será governo de continuidade ou de inovação?

 

Durante a campanha, Cadu Xavier sempre fez questão de dizer que teria seu próprio jeito de governar, a sua marca. “Fátima tem o jeito dela e eu terei o meu”, afirmou em diversas ocasiões.

Mas, afinal, qual será o jeito Cadu de governar?

Cadu disputou sua primeira eleição e venceu. A partir de janeiro, será o governador do Rio Grande do Norte. A nacionalização da campanha teve papel decisivo em sua vitória, mas é preciso reconhecer seu mérito em conseguir receber o voto de Lula. Cadu conquistou a confiança da maioria dos eleitores potiguares.

E o que espero do novo governo?

Para começar, espero que, ao final dos quatro anos de mandato, Cadu entregue a BR-304 totalmente duplicada, de Natal a Mossoró.

O primeiro trecho já está em andamento, com previsão de conclusão até o final de 2028. O ministro dos Transportes prometeu, aqui no RN, que os demais trechos seriam licitados simultaneamente, permitindo que as obras avançassem de forma paralela.

Também espero que Cadu entregue a terceira ponte de Natal. Será vergonhoso se isso não acontecer. Afinal, o natalense terá viva na memória a promessa feita conjuntamente por Cadu e Lula durante a histórica mobilização no bairro do Alecrim, no início do segundo turno.

Mas, acima de tudo, espero que o novo governador consiga colocar ordem nas finanças do Estado.

O Rio Grande do Norte enfrenta problemas financeiros graves, que exigem soluções concretas. A previdência estadual acumula um desequilíbrio preocupante, enquanto as dívidas com fornecedores atingem valores altíssimos. É uma situação que não pode continuar sendo empurrada para a frente.

Cadu terá pela frente o desafio de demonstrar sua capacidade de gestão. E será justamente na condução desses problemas que começaremos a conhecer, na prática, o seu jeito de governar.

A reeleição de Lula também deve representar um fator favorável ao novo governador, especialmente na articulação com o governo federal.

Há ainda o decreto revelado por Allyson durante o debate, que, segundo ele, será anunciado e prevê um corte de mais de R$ 190 milhões em despesas. Se confirmado, poderá representar um primeiro momento com o aval do novo governador, pois um decreto desses não sairia agora sem passar por Cadu. Talvez possa ser um primeiro passo na resposta de como será o jeito Cadu de governar.

A transição deve começar imediatamente. É nesse processo que teremos os primeiros sinais do que esperar da futura administração.

Por enquanto, o fato é que Cadu Xavier conquistou a confiança da maioria dos eleitores potiguares. Esse é o seu ponto de partida.

Agora, terá quatro anos para mostrar ao Rio Grande do Norte qual é, de fato, o jeito Cadu de governar.

A próxima grande disputa no RN: quem ficará com o comando da Assembleia? Os cenários estão formados

 

Escolhido o novo ocupante do Executivo estadual, as atenções já se voltam para a escolha de quem comandará o Legislativo. Em 1º de fevereiro de 2027, os deputados estaduais tomam posse e, em seguida, elegem o presidente da Assembleia Legislativa para os próximos dois anos.

Existem muitas alternativas. Vamos analisar os cenários.

A esquerda ganhou o governo e conta com uma bancada de sete deputados. O PSDB, que se aliou ao grupo vencedor no segundo turno, tem outros três. Juntos, somam dez votos. Precisam de mais três para alcançar a maioria necessária.

Como a federação PT/PV/PCdoB tem sete deputados, poderia tentar emplacar um nome próprio. Mas duvido que isso aconteça. Acredito que Ezequiel Ferreira e seu grupo tenham melhores condições de atrair os votos restantes para garantir a vitória.

E é justamente o governo do PT que precisa formar uma bancada majoritária para assegurar as condições de governabilidade a Cadu Xavier. Não se consegue isso impondo nomes, mas negociando alianças.

Vamos olhar agora para a oposição.

Os sete deputados do PL estão com os pés fincados na oposição. Isso não deve mudar, pelo menos nos primeiros meses. Um ou outro talvez mude de posição, mas dificilmente no curto prazo.

Resta, então, a bancada de centro, formada pelos seis deputados do União Brasil/PP e pelo eleito do MDB. São sete votos.

Nesse grupo, vejo grandes possibilidades de o governo construir uma composição com Neílton Diógenes, Kléber Rodrigues, Nélter Queiroz e Bibiano. Talvez também com Júlio César.

Já vejo dificuldades para o governismo atrair Cínthia de Allyson e Robson Carvalho.

Com esses cinco possíveis aliados, somados aos dez que já estão na base de Cadu e Lula, seriam 15 votos. Número suficiente para garantir a eleição da Mesa Diretora e dar sustentação política ao governo.

Mas existe outra hipótese: a bancada de centro se aliar ao PL em uma composição temporária, voltada exclusivamente para a eleição da Mesa Diretora, com os espaços de poder divididos entre os dois grupos.

Possível, mas pouco provável.

Afinal, quem abriria mão do comando da Assembleia em favor do outro? Não faria sentido para o centro virar as costas à possibilidade de se aliar à máquina do governo para entregar a presidência ao PL. Da mesma forma, seria difícil imaginar o PL entregando ao União Brasil ou ao PP o comando da Casa e ficando de mãos vazias.

Vamos olhar para os nomes.

Ezequiel Ferreira e o PSDB têm uma candidata: a deputada Cristiane Dantas. Neste momento, a grande favorita.

O PT poderia ceder. Uma ampla negociação com Ezequiel poderia não apenas garantir a conquista da Mesa Diretora, mas também assegurar, como contrapartida, as condições de governabilidade para Cadu Xavier.

Seria mais ou menos assim: o PT e o PV aceitariam votar em Cristiane Dantas e caberia a Ezequiel e seu grupo a responsabilidade de construir uma base majoritária de apoio ao governo na Assembleia Legislativa.

Neste primeiro momento, acredito que seja mais ou menos isso que esteja começando a ser conversado nos bastidores.

26 de out. de 2026

ELEIÇÕES 2026: Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos; São Paulo liderou crescimento

 

Foto: Ricardo Stuckert

Lula (PT) recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em comparação com o primeiro. São Paulo foi o estado que mais contribuiu para o aumento, com 2.613.861 votos adicionais, seguido por Minas Gerais, com 1.162.163, e Rio de Janeiro, com 872.372.

Os dados do TSE mostram que o crescimento da votação de Lula ocorreu nas 27 unidades da Federação, embora em proporções diferentes. A Bahia aparece na quarta posição, com 820.487 votos a mais, seguida por Pernambuco, com 563.542, e Rio Grande do Sul, com 529.793.

No Nordeste, região em que Lula venceu nos nove estados no segundo turno, o maior aumento absoluto foi registrado na Bahia. O Ceará teve acréscimo de 480.861 votos, enquanto a Paraíba registrou 252.932 e o Maranhão, 241.930.

O Rio Grande do Norte aparece na 14ª posição do levantamento, com 175.633 votos adicionais para Lula entre os dois turnos. Alagoas registrou aumento de 157.162 votos, o Espírito Santo teve 151.937 e o Piauí, 130.279.

Na outra ponta da lista, Roraima apresentou o menor crescimento em números absolutos, com 9.085 votos adicionais. Acre e Amapá também tiveram aumentos inferiores a 11 mil votos.

Os números representam a diferença entre as votações de Lula nas duas etapas da eleição em cada estado. A comparação mostra onde o candidato ampliou sua votação, mas não identifica individualmente em quem votaram os eleitores entre os turnos.

No resultado nacional, Lula terminou o segundo turno com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL). O aumento da votação petista entre as duas etapas foi superior ao registrado pelo adversário, que recebeu cerca de 3,7 milhões de votos a mais no segundo turno.


ELEIÇÕES RN: Votos nos números ’00’ e ’22’ no 2º turno somam 58,7 mil e superam diferença entre Cadu e Allyson

 

Fotos: Reprodução

Um total de 58.793 eleitores do Rio Grande do Norte digitou ’00’ ou ’22’ na urna eletrônica no segundo turno da eleição para governador, realizado neste domingo (25). No estado, Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) por 32.625 votos de diferença. Os dados foram levantados pelo jornalista Dinarte Assunção, do blog do Dina, a partir de informações do TSE.

Em todo o RN, número ’00’ recebeu 32.122 votos, enquanto 26.671 eleitores digitaram ’22’, número associado ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que não disputava o 2º turno.


No recorte em Natal, 7.097 eleitores digitaram ’22’ e outros 9.555 escolheram ’00’.

A comparação mostra que os votos digitados no número ’22’, isoladamente, equivalem a cerca de 82% da diferença entre os candidatos. Somados aos votos no ’00’, representam aproximadamente 1,8 vez a margem da vitória de Cadu.

Prefeitos no alvo da crítica: Antes de projetar 2028, é preciso entender como o eleitor do RN votou em 2026.

 


Com o fim da apuração no Rio Grande do Norte e uma diferença de apenas 1,54%, surgem as leituras apressadas de lado a lado.


Prefeitos e prefeitas que apoiaram Allyson Bezerra passam a ser injustamente cobrados por derrotas locais, enquanto diretórios municipais do PT - com pouca expressão em pleitos da cidade - já projetam forças para 2028.

No entanto, usar o resultado estadual para julgar a política local é ignorar como o eleitor realmente decide o voto. A articulação de Allyson com os gestores funcionou nos grandes centros.

Com apoio das lideranças locais, ele venceu nos cinco maiores municípios: Natal (com frente de mais de 25 mil votos ao lado de Paulinho Freire), Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo e Macaíba.

A virada que deu a vitória a Cadu de Lula (PT) ocorreu no interior do estado, puxada não por diretórios municipais, mas sim pela presença marcante do "Efeito Lula". O próprio uso da alcunha "Cadu de Lula" escancara qual foi a grande força desse resultado.

Crucificar prefeitos por não conterem uma onda de apelo nacional no interior é cobrar uma capacidade de transferência de votos que nenhum gestor isolado possui. Da mesma forma, é uma ilusão que dirigentes locais do PT atribuam essa votação à sua própria musculatura política.

Em 2028, nas eleições municipais, a conta será outra: o eleitor vai cobrar calçamento, posto de saúde, serviços e a realidade de cada rua, e não disputas nacionais.

Ainda nem terminamos 2026 e a turma já quer adivinhar 2028. Nem o próprio Cadu pode atribuir a si uma capilaridade que foi fruto da imagem do presidente Lula.

Portanto, fazer previsões precipitadas sem entender a diferença entre uma eleição estadual e uma municipal é um erro. O momento pede prudência, cabeça fria e respeito às dinâmicas próprias de cada momento da política potiguar.

Fonte: http://politicapauferrense.blogspot.com/

Lula e Cadu Vencem: Alinhamento Estadual e Federal Garante Vitória do PT no RN.

 


A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte consagrou uma das viradas mais marcantes da política potiguar. Em uma disputa que começou cercada de incertezas, Cadu Xavier (PT) superou a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) e foi eleito governador no segundo turno.


No primeiro turno, Álvaro Dias (PL) ficou pelo caminho, enquanto Cadu avançou para a etapa final colado na liderança do adversário. Na votação deste domingo (25), 2.229.510 eleitores compareceram às urnas no estado, com abstenção de 16,07% (426.776 eleitores).

Visto inicialmente como o azarão do pleito, Cadu construiu sua musculatura eleitoral ao longo do processo. Um passo estratégico fundamental foi adotar a alcunha de "Cadu de Lula", apoiando-se diretamente na força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se conectar com a base eleitoral do estado.

Esse alinhamento se refletiu nas urnas: no Rio Grande do Norte, Lula somou 1.412.681 votos contra 736.851 de Flávio Bolsonaro (PL), inclusive sendo reeleito presidente com 51,76% dos votos válidos nacionalmente. Movidos pela garra da militância petista, Cadu e seus apoiadores mantiveram a campanha viva até o momento decisivo.

A etapa final foi marcada pelo forte acirramento. Mesmo diante da migração de prefeitos que haviam apoiado Álvaro Dias no primeiro turno para a chapa de Allyson Bezerra no segundo, Cadu manteve o ritmo junto ao eleitorado.

Na apuração oficial do TSE, Cadu Xavier obteve 1.073.024 votos (50,77%) contra 1.040.399 votos (49,23%) de Allyson Bezerra. A maioria a favor do petista foi de 32.625 votos, ratificando a força do voto livre e do "efeito Lula" em solo potiguar.

O resultado fecha o ciclo com a consagração política da governadora Fátima Bezerra (PT). Além de fazer o próprio sucessor com a vitória de Cadu no Executivo, o grupo comemora a eleição de Samanda Alves (PT) para o Senado Federal e a consolidação de uma bancada forte na Assembleia Legislativa.

Maturidade Política: Allyson Bezerra telefona para Cadu Xavier e deseja sucesso no Governo.

 


A postura democrática e o respeito às urnas deram o tom no encerramento do segundo turno no Rio Grande do Norte.


Logo após a confirmação matemática da vitória do governador eleito Cadu Xavier (PT), o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) demonstrou um maduro comportamento republicano ao telefonar para o adversário, parabenizá-lo e desejar sucesso na futura gestão do Estado.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Allyson confirmou o contato telefônico, ressaltando que fez questão de reconhecer o resultado democraticamente e colocar o futuro do Rio Grande do Norte acima de rivalidades partidárias.

Ele declarou no pronunciamento: "Eu já liguei para o novo governador eleito do Estado, Cadu. Desejei a ele que ele fizesse um grande mandato e que eu reconhecia o resultado das urnas de forma democrática".

A atitude foi publicamente reconhecida pelo próprio Cadu Xavier, que destacou a importância de manter um ambiente político civilizado.

O gesto de Allyson Bezerra ao reconhecer o resultado e desejar um bom mandato ao vencedor simboliza a essência da boa prática política e do compromisso com as instituições, pacificando o cenário estadual e demonstrando maturidade em respeito ao eleitorado potiguar.

Do 1º ao 2º Turno: Os Institutos de Pesquisa que chegaram mais perto do resultado oficial no RN.

 


A apuração das urnas no Rio Grande do Norte encerrou mais uma eleição e trouxe de volta o debate sobre a precisão das pesquisas eleitorais.


Se no primeiro turno institutos como Quaest e DataVero se destacaram ao captar o cenário daquela etapa, o segundo turno consagrou a precisão do Instituto Media (Media/O Potengi).

Divulgada no sábado (24), véspera da votação, a pesquisa do Instituto Media indicou 50,7% dos votos válidos para Cadu de Lula (PT) e 49,3% para Allyson Bezerra (União Brasil).

Com o fim da apuração do TSE, os números oficiais confirmaram Cadu com 50,77% (1.073.024 votos) e Allyson com 49,23% (1.040.399 votos) - uma diferença mínima de apenas 0,07 ponto percentual em relação ao levantamento.

O acerto do Instituto Media merece reconhecimento, mas o resultado geral pede uma análise ponderada. Pesquisa eleitoral não é adivinhação nem promessa do futuro; é uma fotografia do momento em que a entrevista foi feita.

Embora o mercado às vezes conviva com levantamentos fracos ou usados como propaganda, o trabalho estatístico sério busca ler as tendências do eleitor em um cenário em constante mudança.

Por isso, desqualificar todas as pesquisas após uma eleição é um erro. A intenção de voto do eleitor é dinâmica e pode mudar até o momento de apertar o botão na urna. Entre limitações técnicas de alguns e acertos de outros, o resultado final das urnas é o que prevalece.

O caminho mais justo é valorizar quem acertou e respeitar a estatística, entendendo o papel democrático que as pesquisas cumprem no processo eleitoral.

22 de out. de 2026

Inter TV realiza nesta quinta-feira debate decisivo entre Allyson e Cadu de Lula no RN

 

Inter TV realiza nesta quinta-feira debate decisivo entre Allyson e Cadu de Lula no RN

Os candidatos ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT), participam de debate para expor seus planos de gestão e projetos para o estado. O evento, organizado pela Inter TV, ocorre nesta quinta-feira (22/10), sendo um momento fundamental para que a população compare propostas antes da decisão nas urnas.

A transmissão tem início previsto para as 22h35, logo após a exibição da novela “Quem ama, cuida”. Os telespectadores podem acompanhar o debate pelo sinal aberto da Inter TV Cabugi ou pela plataforma Globoplay, desde que estejam no território potiguar.

O confronto será estruturado em quatro blocos, com duração total estimada de 1 hora e 40 minutos. A dinâmica prioriza o debate direto entre os postulantes, permitindo a livre gestão do tempo em temas de livre escolha e a discussão de tópicos específicos sorteados ao vivo. A mediadora conduzirá a ordem das perguntas, que foi previamente definida por sorteio.

Para garantir o equilíbrio e o respeito mútuo, as regras estabelecem que o candidato com a palavra não pode ser interrompido, sob pena de corte dos microfones. Em casos de ofensas morais, a produção analisará pedidos de direito de resposta, que podem conceder um minuto de tempo ao candidato ofendido. Caso um dos participantes não compareça, o evento será convertido em uma entrevista de 25 minutos com o candidato presente.

21 de out. de 2026

Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça-feira (20), com exceção de prisões em flagrante delito.

























A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção de prisões em flagrante delito, prisões realizadas em razão de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e tem como objetivo evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitores no pleito.

A legislação prevê ainda que, caso ocorra alguma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou.

A regra também foi aplicada no primeiro turno das eleições, realizado no último dia 04 deste mês.

Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, candidatos que disputam o segundo turno também não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito.

A mesma garantia se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.

DATATRENDS: Allyson Bezerra lidera numericamente com 49% contra 46% de Cadu de Lula

 


Fotos: Divulgação/Redes Sociais

A disputa pela governança do Rio Grande do Norte caminha para uma reta final extremamente competitiva. Segundo levantamento do instituto DataTrends, Allyson Bezerra aparece numericamente à frente na corrida pelo segundo turno, somando 49% das intenções de voto total. O candidato Cadu de Lula vem logo em seguida, com 46%.

Com uma diferença de três pontos percentuais separando os dois candidatos, o cenário reflete uma disputa acirrada. Considerando a margem de erro máxima de 2,83 pontos percentuais, Allyson e Cadu estão empatados tecnicamente.

Na contagem geral, o grupo de indecisos e votos brancos ou nulos soma 5% do eleitorado, confira os dados abaixo:

Allyson Bezerra: 49%

Cadu de Lula: 46%

Branco / Nulo: 3%

Não sabe / Não respondeu: 2%

A pesquisa do instituto DataTrends foi realizada entre os dias 16 a 18 de outubro e contou com 1.200 entrevistas. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos.  O nível de confiança é de 95% e o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número: RN-01690/2026 e BR-07585/2026

20 de out. de 2026

Debate entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula movimenta corrida eleitoral na quinta-feira

 

Os candidatos Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) travam um confronto direto na próxima quinta-feira (22/10) durante debate que definirá os rumos da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O encontro, que permite ao eleitor avaliar propostas essenciais para o futuro do estado, ocorrerá às 22h10, nos estúdios da Inter TV Cabugi, logo após a exibição da novela Quem Ama Cuida.

A transmissão ao vivo terá duração estimada de uma hora e meia e poderá ser acompanhada pela televisão e pelas plataformas digitais, incluindo o g1 e o Globoplay. O embate é uma oportunidade crucial para que a população potiguar analise o posicionamento dos postulantes ao Executivo estadual diante de questões fundamentais para a dignidade social e o desenvolvimento regional.

O cenário da eleição foi detalhado em levantamento do Instituto ITEM, divulgado nesta segunda-feira (19/10). Segundo os dados, Allyson Bezerra lidera a disputa com 53,7% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula registra 46,3%. Na intenção de voto geral, o candidato do União Brasil aparece com 51% das preferências, ante 44% do representante do PT.

A pesquisa também mensurou a rejeição dos candidatos, ponto que influencia diretamente a mobilização do eleitorado nas urnas. Cadu de Lula possui 46% de rejeição, enquanto Allyson Bezerra registra 41%. O estudo, realizado com 1.250 eleitores em 60 municípios entre terça-feira (13/10) e quinta-feira (15/10), apresenta margem de erro de 2,77 pontos percentuais e encontra-se devidamente registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o protocolo RN-01978/2026.

Disputa pela presidência da Assembleia Legislativa já movimenta vários nomes nos bastidores

 

Disputa pela presidência da Assembleia Legislativa já movimenta vários nomes nos bastidores

É grande a movimentação de nomes interessados na presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para o biênio 2027–2028. Mesmo antes da definição do segundo turno para o Governo do Estado, as articulações pelo comando do Legislativo já ocupam espaço nas conversas políticas.

Com o apoio de Ezequiel Ferreira (PSDB) à candidatura de Cadu Xavier (PT), a sucessão na Assembleia também entra nas negociações. O grupo ligado a Ezequiel busca preservar sua influência sobre a Mesa Diretora, e o nome da deputada Cristiane Dantas (PSDB) aparece entre os mencionados nos bastidores.

Do outro lado, circulam comentários de que Allyson Bezerra (União Brasil) teria assumido compromisso de apoiar Kleber Rodrigues (PP) para a presidência da Casa.

As articulações ainda dependem de confirmação dos compromissos atribuídos aos envolvidos e das negociações entre os deputados estaduais. A escolha da nova Mesa Diretora será uma decisão dos próprios parlamentares.