Uma anotação que foi vazada do senador Flávio Bolsonaro (PL) destaca o
senador Styvenson Valentim como eleito e Coronel Hélio “com chance” de
vitória nas eleições de outubro. Para alguns observadores do cenário
político potiguar, esse excesso de confiança em torno do senador
Styvenson poderá favorecer o pré-candidato Coronel Hélio, com a migração
do primeiro voto para o futuro candidato raiz do PL potiguar ao senado
Federal.
Essa expectativa de chegada em torno do Coronel poderá
puxar Styvenson para o andar de baixo, considerando a polarização da
campanha em torno de lula e Flávio Bolsonaro. Outro fator complicador
para o senador Styvenson é a possibilidade de lá na frente, se eleito
governador, Álvaro Dias ter como adversário o aliado de hoje. Styvenson
já avisou que poderá ser candidato a governador em 2030, projeto que
colide com os interesses do ex-prefeito de Natal. Olhando por esse
cenário, é provável que a turma do PL e de Álvaro Dias reforce apoios
para Coronel Hélio, com o propósito de mostrar ao senador que não é
bolsonarista, que o buraco é mais embaixo.
Apesar de estar bem nas
pesquisas de intenção de voto, Styvenson precisa entender que neste ano
ele vai para o tudo ou nada, diferente do conforto do sofá em 2022,
quando disputou sem muito esforço o Governo do RN. O senador potiguar
vai para uma campanha contra uma ex-governadora que tem um eleitorado
fiel, boa de urna e com disposição para peregrinar pelas estradas do RN,
como também enfrentando a colega Zenaide Maia (PSD), uma senadora
cercada de prefeitos e com muita ‘energia’ para gastar.
Apesar do
favoritismo que cerca o senador Styvenson, vale ressaltar que o excesso
de confiança na política já deixou muita gente para traz. Leia-se
Garibaldi x Wilma em 2006, quando Wilma reverteu o favoritismo de
Garibaldi e foi reeleita governadora . A cana é doce, mas não é mole.
Por Daltro Emerenciano