7 de nov. de 2026

O chilique de Thabatta

 

O chilique de Thabatta

A deputada federal eleita Thabatta Pimenta (PV) reagiu com indignação às especulações sobre uma possível mudança na distribuição das cadeiras da Câmara dos Deputados, em consequência de uma ação movida pelo PDT no Supremo Tribunal Federal (STF), que questiona as regras das sobras eleitorais.

Em suas redes sociais, Thabatta não economizou palavras e atribuiu os questionamentos sobre seu mandato à resistência de setores políticos à sua eleição como primeira deputada federal travesti do Rio Grande do Norte.

“Até hoje não aceitam que o povo escolheu uma Travesti de origem popular para ser Deputada Federal! A vaga é Nossa! Até com recontagem a Federação Brasil da Esperança ganha a vaga. Vão assistir nossa diplomação e nossa posse. Juntinha com Presidente Lula, faremos muito pelo RN e pelo Brasil”, afirmou.

A reação chamou atenção pelo tom adotado. Afinal, a discussão que tramita no Supremo envolve critérios jurídicos de distribuição das sobras eleitorais, e não uma contestação direta à identidade ou à votação pessoal de Thabatta.

6 de nov. de 2026

Ezequiel pode virar o jogo e decidir quem será o próximo presidente da Assembleia Legislativa

 

Ezequiel pode virar o jogo e decidir quem será o próximo presidente da Assembleia Legislativa

Se a política obedecesse à matemática simples, em que dois mais dois são quatro, a oposição ao governador eleito Cadu Xavier (PT) teria a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte praticamente nas mãos. Afinal, os partidos que apoiaram os candidatos derrotados Álvaro Dias, no primeiro turno, e Allyson Bezerra, no segundo, somam 14 deputados estaduais, contra apenas 10 parlamentares que estiveram no palanque de Cadu.

Mas política não é uma ciência exata. E, quando o assunto é a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, os números nem sempre dizem quem ganha. O que pesa mesmo é liderança, articulação, capacidade de negociação e, sobretudo, poder político.

É justamente nesse cenário que surge a figura do atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). Embora esteja impedido de disputar novamente o comando do Legislativo, por já ter sido reeleito, Ezequiel continua sendo uma das peças mais importantes do tabuleiro. Não pode ser candidato, mas pode ser o grande responsável pela eleição do sucessor.

Na teoria, Ezequiel parte de uma base de dez deputados, sendo sete da Federação Brasil da Esperança e três do PSDB, que apoiaram Cadu Xavier. E tem mais: mantém canais de diálogo com pelo menos metade dos parlamentares eleitos em palanques adversários. Isso significa que sua influência ultrapassa, e muito, as fronteiras partidárias.

Como se não bastasse, Ezequiel ainda conta com um ingrediente de peso: a simpatia do governador eleito Cadu Xavier e a perspectiva de influência da futura estrutura administrativa estadual. Na política, esse detalhe pode fazer toda a diferença. Um candidato à presidência da Assembleia que tenha o apoio de Ezequiel e a simpatia do futuro governo já entra na disputa com meio caminho andado.

Do outro lado está o deputado reeleito Kleber Rodrigues (PP), que há pelo menos um ano trabalha para chegar à presidência da Assembleia. Kleber conhece os corredores do Palácio José Augusto, tem experiência política e vem construindo sua candidatura. Seu maior desafio, entretanto, será transformar os 14 deputados teoricamente de oposição em votos efetivos para seu projeto.

E aí está o problema. Uma coisa é reunir 14 parlamentares numa conta de papel. Outra, completamente diferente, é convencer todos a caminharem juntos numa eleição em que interesses políticos, compromissos individuais e negociações de bastidores costumam falar mais alto do que as alianças eleitorais.

Kleber Rodrigues teria tudo para cantar bingo, não fosse uma sombra de peso no seu caminho: Ezequiel Ferreira de Souza.

No fim das contas, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa poderá ser decidida menos pela divisão entre governo e oposição e muito mais pela habilidade de quem conseguir construir a maioria. Ezequiel sabe jogar esse jogo como poucos.

A disputa está apenas começando. E quem apostar que 14 é necessariamente maior do que 10 na política poderá terminar descobrindo que, na Assembleia Legislativa, a matemática tem suas próprias regras.

Styvenson prometeu votar em Rogério Marinho, mas poderá mudar de posição diante de Alcolumbre

 

Styvenson prometeu votar em Rogério Marinho, mas poderá mudar de posição diante de Alcolumbre

Ele prometeu. Mas promessa em política nem sempre significa voto garantido até a última hora. O senador Styvenson Valentim (Podemos), reeleito com mais de 1 milhão de votos, antecipou que votará em Rogério Marinho (PL) para a presidência do Senado Federal. Em vídeo, afirmou que sua escolha seria em favor do Rio Grande do Norte.

Styvenson e Rogério firmaram uma aliança política durante as eleições deste ano, parceria que poderá ser fortalecida no Senado. Entretanto, uma dúvida permanece nos bastidores: será que Styvenson manterá a palavra até o fim?

A possibilidade de uma mudança de posição, caso Styvenson perceba uma articulação favorável a Davi Alcolumbre, entra no campo das especulações políticas. Até agora, a manifestação pública do senador é de apoio a Rogério Marinho.

Entre a promessa e o voto, porém, ainda existe um longo caminho de negociações. E a posição definitiva de Styvenson somente será conhecida na hora da escolha do novo presidente do Senado.

NA MIRA: TSE investiga chapa Lula-Alckmin por abuso de poder eleitoral

 

NA MIRA: TSE investiga chapa Lula-Alckmin por abuso de poder eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo Partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suspeita de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2026. A decisão de abrir o processo foi determinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, abrindo caminho para a coleta de provas e depoimentos no tribunal.

Na representação aceita pela corte, a legenda acusa o Palácio do Planalto de instrumentalizar a máquina pública e a estrutura de comunicação do Governo Federal para favorecer a reeleição do petista. O partido elenca 35 anúncios e pacotes de benefícios lançados ao longo do ano eleitoral — como reajustes no Bolsa Família, ampliações de subsídios a combustíveis e edição de créditos extraordinários que somam quase R$ 100 bilhões —, sustentando que as medidas tiveram forte apelo popular e finalidade eleitoreira para desequilibrar a disputa nas urnas.

UOL

5 de nov. de 2026

MAIORIDADE PENAL: Câmara pode votar redução para 16 anos ainda em novembro; proposta tramita desde 2015

 

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados pode votar ainda em novembro uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto, apresentado em 2015, é o mais avançado sobre o tema no Congresso e está em análise em uma comissão especial, que ainda não apresentou o relatório final.

A discussão ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir nesta quarta-feira (4) deixar a votação do tema para a Câmara. A decisão ocorreu depois de divergências entre governo e oposição durante a análise da PEC da Segurança Pública.

Na terça-feira (3), o Senado aprovou a PEC da Segurança sem a redução da maioridade penal. Por 38 votos a 36, os parlamentares decidiram separar as emendas sobre o tema. Uma delas, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), previa reduzir a idade penal para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico e terrorismo, e para 16 anos nos demais delitos.

A proposta em discussão na Câmara prevê, originalmente, a responsabilização penal a partir dos 16 anos. A admissibilidade foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho, por 44 votos a 18. Agora, os deputados discutem se a redução deve valer para todos os crimes ou apenas para os hediondos.

Há um compromisso entre líderes partidários para votar o texto na comissão especial ainda neste mês. Depois, a PEC seguirá para o plenário da Câmara. Alcolumbre afirmou que pretende levar a proposta ao Senado no dia seguinte à aprovação pelos deputados.

Com informações da CNN Brasil

TRE-RN: entenda como solicitar emissão de primeiro título, regularizar documento ou realizar transferência de município para as próximas eleições (2028).

 



O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte reabriu o cadastro eleitoral, permitindo que os eleitores potiguares voltem a resolver pendências e atualizem seus dados junto à Justiça Eleitoral.

O atendimento estava suspenso desde maio para a organização das eleições de 2026, que mobilizaram mais de 2,6 milhões de eleitores no estado.

Desde esta terça-feira (03) o atendimento retornou e você já pode solicitar a emissão do primeiro título, regularizar um documento cancelado ou fazer a transferência de domicílio eleitoral.

Essa transferência serve para quem mudou de município e quer atualizar o local de voto - ou até para quem quer voltar a votar em uma cidade onde morava antes.

Todo o procedimento pode ser feito pela internet, no portal do TSE ou pelo app e-Título, e também presencialmente nos cartórios eleitorais.

A certidão de quitação eleitoral segue gratuita e, em alguns casos, pode ser necessário comparecer ao cartório para atualizar a biometria ou validar documentos.

Ação no STF poderá tirar Thabatta Pimenta da eleição para entrada de Robinson Faria na Câmara

 

Ação no STF poderá tirar Thabatta Pimenta da eleição para entrada de Robinson Faria na Câmara

Uma ação protocolada pelo PDT junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe à tona uma possível reconfiguração das cadeiras parlamentares, com efeitos diretos sobre a composição da bancada do Rio Grande do Norte. O partido questiona a metodologia aplicada ao cálculo das sobras eleitorais e pleiteia que a eventual revisão das normas incida sobre os resultados das eleições de 2026.

O processo, que tramita sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, aguarda uma decisão definitiva da Corte, o que mantém em aberto o cenário para diversos políticos. Entre os nomes mencionados na discussão jurídica está o ex-governador Robinson Faria (PP), que obteve 123.008 votos, mas não alcançou uma vaga na Câmara dos Deputados sob a regra vigente.

A insegurança jurídica sobre o preenchimento dessas vagas reflete o impacto direto das decisões judiciais no exercício democrático, afetando a representatividade conquistada nas urnas. O desfecho desta causa poderá significar a entrada de novos parlamentares ou a manutenção da configuração atual, dependendo do entendimento que prevalecer no plenário do STF.

Em outro eixo da política nacional, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirar a discussão sobre a redução da maioridade penal da PEC da Segurança Pública. A matéria passará a tramitar em separado, em um movimento estratégico para contornar divergências entre governo e oposição sobre a responsabilidade penal.

Além das pautas legislativas e judiciais, o cenário de preparação para o Enem 2026 foi destaque. O professor Thiago Antônio, do Colégio Salesiano, reforçou orientações essenciais para a prova de Matemática. Entre as recomendações, destacam-se a gestão eficiente do tempo e a revisão estratégica dos conteúdos de maior incidência, visando oferecer maior segurança aos estudantes na reta final de estudos.

3 de nov. de 2026

A cartada do PL para tentar eleger Rogério Marinho presidente do Senado

 

31 de out. de 2026

A fala de Cadu Xavier governador eleito do RN sobre Dr. Bernardo Amorim ......

 

Cadu de Lula, meu amigo. Desde o começo, topamos a parada, caminhamos juntos e o povo reconheceu. Você acreditou, trabalhou e venceu.
O RN começa um novo capítulo e você pode contar comigo. Estarei ao seu lado para ajudar a fazer o melhor mandato da história.
Vamos juntos!

PT traça planos para Fátima: ocupar um ministério agora e derrotar Rogério Marinho em 2030

 

Em 5 de janeiro de 2027, a governadora Fátima Bezerra deixará o cargo após oito anos à frente do Governo do Rio Grande do Norte. Mas Fátima não vai se aposentar. Pelo contrário, tem planos a curtíssimo prazo. Já está tudo traçado.

Fátima está cotadíssima para integrar um ministério na nova equipe de Lula para o quarto mandato. Além de assumir uma pasta, há outro propósito em vista: Fátima é o nome que o PT está escalando para em 2030 disputar a cadeira de Rogério Marinho no Senado.

A eleição do Senado em 2030 será para renovação das cadeiras de um terço dos senadores. No RN, a cadeira que hoje Rogério ocupa estará em disputa.

O assunto já chegou a ser citado em conversas internas da cúpula petista em Brasília, com um consenso: Fátima precisa ser ministra, ganhar protagonismo e se preparar para disputar o Senado daqui a quatro anos, com o objetivo de deixar Marinho fora de Brasília.

A governadora está com 71 anos e chegaria à disputa pelo Senado, em 2030, aos 75 anos, idade considerada pela cúpula petista como apropriada para encerrar a carreira política com um retorno ao Senado e um mandato de oito anos.

A ideia de ter Fátima de volta ao Senado e a possibilidade de deixar Rogério Marinho sem mandato enchem os olhos de Lula. O presidente considera Rogério uma espécie de porta-voz da oposição no país e teria interesse em vê-lo fora do Senado.

Ainda não se sabe qual ministério caberá a Fátima, mas circulam informações de que ela tem perfil para assumir o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, justamente a pasta que Rogério Marinho ocupou durante o governo Bolsonaro.

30 de out. de 2026

Senador Styvenson exige prestação de contas e ameaça cortar emendas de prefeituras no RN.

 



O senador reeleito Styvenson Valentim (PSDB) anunciou que deixará de destinar novas emendas parlamentares às prefeituras do Rio Grande do Norte que não prestarem contas das verbas enviadas em 2025 e 2026.


Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar cobrou transparência e exibiu relatórios de acompanhamento do gabinete, ressaltando que diversos municípios possuem valores não executados ou pendências na prestação de informações.

A cobrança tem como alvo principal a área da saúde, responsável por concentrar a maior parte das emendas direcionadas às gestões municipais.

O senador cobrou o engajamento de prefeitos e secretários de saúde para que declarem os investimentos e alimentem o site do gabinete.

Segundo Styvenson, prefeituras com verbas ainda não utilizadas demonstram falta de necessidade imediata de mais caixa.

O parlamentar alertou que o gabinete já enviou duas notificações formais aos gestores com irregularidades e que o envio de dados é pré-requisito para qualquer nova negociação de recursos.

Styvenson não estabeleceu prazo limite ou lista pública dos municípios em atraso, mas garantiu que a exigência será mantida até o encerramento do seu mandato para prevenir corrupção, obras paralisadas e desperdício de dinheiro público.

A medida ganha relevância no momento em que se inicia a discussão do orçamento federal de 2027, exercício no qual a estimativa individual de emendas para cada senador alcança R$ 79 milhões, além da participação em verbas de bancada e comissão.

Secretária de Pau dos Ferros ofende eleitores de Lula nas redes sociais e depois pede desculpas

 


A secretária municipal de Desenvolvimento Social de Pau dos Ferros, Monalisa Torquato, provocou polêmica ao publicar nas redes sociais declarações ofensivas contra eleitores do presidente Lula, após a vitória do petista nas eleições. O episódio chama atenção porque a prefeita Mariana Almeida, de cuja gestão Monalisa faz parte, apoiou a reeleição de Lula.

Em Pau dos Ferros, o presidente recebeu 13.111 votos no segundo turno, correspondentes a 74,16% dos votos válidos. A manifestação da secretária gerou questionamentos sobre a postura de uma gestora pública responsável justamente por uma área que exige respeito e acolhimento à população, independentemente de preferências políticas.

Após a repercussão, Monalisa publicou um pedido de desculpas, atribuindo sua manifestação ao calor das emoções eleitorais. O episódio, entretanto, deixa uma questão: como uma secretária de Desenvolvimento Social pode atacar publicamente cidadãos por suas escolhas nas urnas? É somente uma pergunta.

MANIFESTAÇÂO

Uma manifestação realizada na quarta-feira (28), na Praça de Eventos de Pau dos Ferros, cobrou a exoneração da secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Monalisa Torquato, após publicações nas redes sociais consideradas ofensivas a eleitores, estudantes, artistas e usuários de drogas. O protesto reuniu moradores e representantes de entidades da sociedade civil, que exigiram a retratação e o desligamento da gestora. Monalisa já publicou um pedido formal de desculpas, enquanto a Prefeitura de Pau dos Ferros informou que irá apurar a conduta da secretária.

Walter Alves ameaçado no comando do MDB: Dr. Bernardo, Benes e Álvaro na mira

 

A permanência do vice-governador Walter Alves na presidência do MDB do Rio Grande do Norte virou uma grande incógnita depois das eleições de 2026. O rompimento com o PT, após quatro anos de participação no governo Fátima Bezerra, e as derrotas acumuladas nas urnas colocaram sua liderança partidária sob questionamento.

Walter não conseguiu se eleger deputado estadual, viu seu aliado Allyson Bezerra perder a disputa pelo Governo do Estado para Cadu Xavier e ainda apostou, no segundo turno presidencial, em Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula.

Mesmo mantendo uma boa relação com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, Walter enfrenta um cenário de incertezas. Nos bastidores, interlocutores políticos avaliam que sua continuidade no comando da legenda potiguar ficou comprometida.

Dois nomes já aparecem nas conversas sobre uma possível mudança: o deputado federal eleito Dr. Bernardo, atualmente no PV, e o deputado federal reeleito Benes Leocádio, do União Brasil. Ambos dependeriam de uma articulação partidária para assumir o comando do MDB.

Mas existe outro nome que não pode ser descartado dessa disputa: o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias. Com experiência política, liderança própria e presença no cenário estadual, Álvaro também não é carta fora do baralho numa eventual reorganização do MDB no Rio Grande do Norte.

O comando da legenda é considerado estratégico por envolver estrutura partidária, tempo de televisão, recursos do fundo eleitoral e a preparação para as eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030.

Por enquanto, Walter Alves continua na presidência. Mas, diante das movimentações de bastidores, a sucessão no MDB potiguar promete entrar na pauta das articulações políticas dos próximos meses.

Kleber Rodrigues reafirma lealdade a Fátima Bezerra após pleito

 

Kleber Rodrigues reafirma lealdade a Fátima Bezerra após pleito

O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) reafirmou sua permanência na base política da governadora Fátima Bezerra (PT), mesmo após ter declarado apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado. A decisão do parlamentar, que foi reeleito para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte com 66.172 votos, busca pacificar interpretações sobre um possível afastamento do grupo governista.

O parlamentar esclareceu que sua escolha eleitoral foi comunicada diretamente à governadora antes da oficialização, seguindo um rito de transparência. Segundo ele, o diálogo constante com Fátima Bezerra e outros membros do PT, como Samanda Alves e Francisco, permanece preservado apesar das divergências pontuais durante a campanha.

“Eu nunca saí da base política de Fátima. Quando tomei uma posição política, a primeira pessoa que procurei para conversar foi Fátima Bezerra. Expliquei a ela os motivos. Eu saí pela porta da frente, nunca pela porta dos fundos”, pontuou o deputado.

Sobre o futuro administrativo do Rio Grande do Norte, Kleber reconheceu democraticamente a vitória de Cadu Xavier (PT). O deputado reforçou que seu posicionamento na Assembleia Legislativa será pautado pelo interesse público, rejeitando a postura de oposição por conveniência ou o cenário do “quanto pior, melhor”.

Embora esteja aberto ao diálogo com o governador eleito, Kleber ressaltou que ainda não houve convites formais para compor a nova base de governo. O parlamentar também classificou como prematuras as discussões sobre a sucessão na presidência da Assembleia Legislativa, defendendo a cautela e a construção de consensos no Legislativo estadual.

29 de out. de 2026

Cadu Xavier Anuncia 12 nomes e conclui formação da equipe de transição no RN ..


 
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), definiu os nomes restantes da equipe de transição do governo estadual. A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (29). Com os novos integrantes, a comissão passa a contar com 18 pessoas.
 
Entre os nomes indicados por Cadu estão a vice-governadora eleita, Larissa Rosado, o ex-deputado Fernando Mineiro, o ex-prefeito de Currais Novos Odon Júnior e o prefeito de Acari, Fernando Bezerra.
A expectativa era de que o governador eleito anunciasse sete nomes, mas foram divulgados 12 integrantes. Na quarta-feira (28), a governadora Fátima Bezerra (PT) havia anunciado seis representantes do atual governo para compor a comissão.
 
Veja os nomes indicados por Cadu Xavier
 
Cadu Xavier – governador eleito;
 
Larissa Rosado – vice-governadora eleita;
 
Fernando Mineiro – ex-vereador e ex-deputado estadual e federal;
 
Augusto César Macêdo Brandão de Araújo – advogado;
 
Ceres Virgínia da Costa Dantas – engenheira civil;
 
João Ricardo dos Reis Cavalcante Cerqueira – advogado;
 
Natália de Sena Alves – advogada;
 
Odon Júnior – ex-prefeito de Currais Novos;
 
Pedro Augusto Filgueira Albuquerque – advogado;
 
Ana Adalgisa Dias Paulino – engenheira civil e vice-presidente do Confea/Crea;
 
Rivaldo Fernandes Pereira – analista de sistemas e presidente do PV no RN;
 
Fernando Antônio Bezerra – advogado e prefeito de Acari.
 
Veja os representantes indicados por Fátima Bezerra
 
A governadora Fátima Bezerra indicou seis integrantes para representar a atual gestão na transição. Os nomes foram confirmados na edição desta quinta-feira do Diário Oficial.
 
Luciana Daltro – controladora-geral do Estado;
 
Antenor Roberto – procurador-geral do Estado;
 
Álvaro Bezerra – secretário da Fazenda;
 
Alexandre de Oliveira Lima – secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão;
 
Virgínia Ferreira Lopes – chefe do Gabinete Civil;
 
Jane Carmen – secretária de Administração.
 
Cadu Xavier informou que a coordenação da equipe ficará sob responsabilidade de Luciana Daltro, atual controladora-geral do Estado. Ela também foi responsável pelo plano de governo apresentado durante a campanha do governador eleito.

O vice-prefeito de Martins, Gileno Oliveira Carvalho, foi exonerado da função de coordenador municipal da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC).

 



O vice-prefeito de Martins, Gileno Oliveira Carvalho, foi exonerado da função de coordenador municipal da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC). A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 403/2026, assinada pelo prefeito Paulo César Galdino no dia 28 de outubro de 2026.

De acordo com o documento, a exoneração ocorreu a pedido do próprio Gileno, tendo como justificativa o requerimento protocolado pelo interessado. A portaria determina o encerramento de sua atuação à frente da coordenação municipal da Defesa Civil.

A medida foi publicada pelo Gabinete do Prefeito e entrou em vigor na data de sua publicação. O texto não apresenta outros motivos para a saída do vice-prefeito da função, limitando-se a registrar que a decisão foi tomada a pedido.

Gileno continua sendo vice-prefeito de Martins. A portaria trata exclusivamente de sua função como coordenador municipal da COMPDEC, não mencionando qualquer alteração em seu mandato eletivo.

Estados aprovam reajuste do ICMS e combustíveis ficam mais caros em 2027

 

Estados aprovam reajuste do ICMS e combustíveis ficam mais caros em 2027

Os estados aprovaram um reajuste nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. A decisão foi formalizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne representantes das secretarias estaduais de Fazenda e do governo federal, e foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União. Os novos valores entrarão em vigor no dia 1º de fevereiro de 2027.

Com a atualização, o imposto cobrado sobre o litro da gasolina subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64. O diesel registrará o maior impacto relativo, com uma alta de 11%, passando de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Já a alíquota sobre o gás de cozinha aumentará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representará um encargo adicional de R$ 0,91 no botijão tradicional de 13 quilos.

Diferente de outros produtos, o ICMS sobre combustíveis é aplicado como um valor fixo em reais (alíquota ad rem) e passa por revisão anual. O cálculo toma como base a variação dos preços médios aferidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o atual reajuste, o conselho comparou a média de preços entre os meses de fevereiro e setembro de 2026 com o mesmo intervalo de 2025.

Lula corta auxílio reclusão de presos: “Família vai pagar pela Irresponsabilidade”

 


O Presidente da República em exercícios Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 15.358/2026 (Lei Antifacção), que proíbe o pagamento do auxílio-reclusão aos dependentes de presos envolvidos com organizações criminosas ultraviolentas, milícias ou grupos paramilitares.

A restrição aplica-se tanto a presos em cumprimento de pena quanto a indivíduos sob prisão cautelar em regime fechado ou semiaberto.

Amizade quebrada no voto: Júlio César teve quase 24 votos em casa, mas não casou votação com Robinson Faria, que perdeu a eleição por 32

 


Júlio César foi eleito deputado estadual com 66.750 votos, sendo o quarto mais votado do Rio Grande do Norte. Em Ceará-Mirim, sua principal base política, recebeu 23.548 votos. Já o deputado federal Robinson Faria obteve apenas 11.491 votos no município, uma diferença de 12.057 votos a menos em relação ao aliado. No resultado geral, Robinson somou 123.008 votos e perdeu a eleição por apenas 32 votos.

Aliados próximos ao ex-governador atribuem a Júlio César parte da responsabilidade pelo resultado. A avaliação desse grupo é que Ceará-Mirim não entregou a votação casada esperada para os dois candidatos, apesar da relação política construída ao longo dos anos. A disparidade entre os números dos dois nas urnas ampliou o descontentamento entre pessoas ligadas a Robinson.

A relação entre os dois tem raízes no período em que Robinson governava o Rio Grande do Norte e Júlio César era prefeito de Ceará-Mirim. Segundo relatos de amigos em comum, o município teria sido um dos mais beneficiados pela gestão estadual naquela época. Agora, após o resultado eleitoral, interlocutores avaliam que esse ciclo de proximidade política foi rompido.

A derrota por apenas 32 votos representa um revés para Robinson Faria, que não conseguiu renovar o mandato de deputado federal. Para aliados, a frustração é ainda maior diante da pequena diferença que o separou da vitória e da votação expressiva conquistada por Júlio César em Ceará-Mirim.

28 de out. de 2026

Alcolumbre defende pacificação e considera indulto a Bolsonaro e anistia

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende nos bastidores uma pacificação nacional após o resultado eleitoral e considera liderar um movimento que resulte em um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

A notícia é do R7. De acordo com interlocutores, Alcolumbre tem dito a autoridades do Executivo, Legislativo e do Judiciario que é preciso virar a página dessa escalada de crises e tensão permanente em torno de Jair Bolsonaro, Lula e STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele tem dito que é preciso encontrar um caminho para o país seguir em frente. Aliados relataram a CNN que Alcolumbre já conversou sobre essa preocupação com autoridades dos Três Poderes e tem angariado apoio nessa agenda.

Não há porém garantia, segundo aliados, de uma articulação fechada, com formato definido e vinculada à eleição do Senado e acordo ou solução definida.

Nesta semana, a CNN revelou que a oposição articula uma chapa única de oposição a Alcolumbre tendo como uma da sbandeiras o impeachment de Alexandre de Moraes.



27 de out. de 2026

Qual será o jeito Cadu de governar? Será governo de continuidade ou de inovação?

 

Durante a campanha, Cadu Xavier sempre fez questão de dizer que teria seu próprio jeito de governar, a sua marca. “Fátima tem o jeito dela e eu terei o meu”, afirmou em diversas ocasiões.

Mas, afinal, qual será o jeito Cadu de governar?

Cadu disputou sua primeira eleição e venceu. A partir de janeiro, será o governador do Rio Grande do Norte. A nacionalização da campanha teve papel decisivo em sua vitória, mas é preciso reconhecer seu mérito em conseguir receber o voto de Lula. Cadu conquistou a confiança da maioria dos eleitores potiguares.

E o que espero do novo governo?

Para começar, espero que, ao final dos quatro anos de mandato, Cadu entregue a BR-304 totalmente duplicada, de Natal a Mossoró.

O primeiro trecho já está em andamento, com previsão de conclusão até o final de 2028. O ministro dos Transportes prometeu, aqui no RN, que os demais trechos seriam licitados simultaneamente, permitindo que as obras avançassem de forma paralela.

Também espero que Cadu entregue a terceira ponte de Natal. Será vergonhoso se isso não acontecer. Afinal, o natalense terá viva na memória a promessa feita conjuntamente por Cadu e Lula durante a histórica mobilização no bairro do Alecrim, no início do segundo turno.

Mas, acima de tudo, espero que o novo governador consiga colocar ordem nas finanças do Estado.

O Rio Grande do Norte enfrenta problemas financeiros graves, que exigem soluções concretas. A previdência estadual acumula um desequilíbrio preocupante, enquanto as dívidas com fornecedores atingem valores altíssimos. É uma situação que não pode continuar sendo empurrada para a frente.

Cadu terá pela frente o desafio de demonstrar sua capacidade de gestão. E será justamente na condução desses problemas que começaremos a conhecer, na prática, o seu jeito de governar.

A reeleição de Lula também deve representar um fator favorável ao novo governador, especialmente na articulação com o governo federal.

Há ainda o decreto revelado por Allyson durante o debate, que, segundo ele, será anunciado e prevê um corte de mais de R$ 190 milhões em despesas. Se confirmado, poderá representar um primeiro momento com o aval do novo governador, pois um decreto desses não sairia agora sem passar por Cadu. Talvez possa ser um primeiro passo na resposta de como será o jeito Cadu de governar.

A transição deve começar imediatamente. É nesse processo que teremos os primeiros sinais do que esperar da futura administração.

Por enquanto, o fato é que Cadu Xavier conquistou a confiança da maioria dos eleitores potiguares. Esse é o seu ponto de partida.

Agora, terá quatro anos para mostrar ao Rio Grande do Norte qual é, de fato, o jeito Cadu de governar.

A próxima grande disputa no RN: quem ficará com o comando da Assembleia? Os cenários estão formados

 

Escolhido o novo ocupante do Executivo estadual, as atenções já se voltam para a escolha de quem comandará o Legislativo. Em 1º de fevereiro de 2027, os deputados estaduais tomam posse e, em seguida, elegem o presidente da Assembleia Legislativa para os próximos dois anos.

Existem muitas alternativas. Vamos analisar os cenários.

A esquerda ganhou o governo e conta com uma bancada de sete deputados. O PSDB, que se aliou ao grupo vencedor no segundo turno, tem outros três. Juntos, somam dez votos. Precisam de mais três para alcançar a maioria necessária.

Como a federação PT/PV/PCdoB tem sete deputados, poderia tentar emplacar um nome próprio. Mas duvido que isso aconteça. Acredito que Ezequiel Ferreira e seu grupo tenham melhores condições de atrair os votos restantes para garantir a vitória.

E é justamente o governo do PT que precisa formar uma bancada majoritária para assegurar as condições de governabilidade a Cadu Xavier. Não se consegue isso impondo nomes, mas negociando alianças.

Vamos olhar agora para a oposição.

Os sete deputados do PL estão com os pés fincados na oposição. Isso não deve mudar, pelo menos nos primeiros meses. Um ou outro talvez mude de posição, mas dificilmente no curto prazo.

Resta, então, a bancada de centro, formada pelos seis deputados do União Brasil/PP e pelo eleito do MDB. São sete votos.

Nesse grupo, vejo grandes possibilidades de o governo construir uma composição com Neílton Diógenes, Kléber Rodrigues, Nélter Queiroz e Bibiano. Talvez também com Júlio César.

Já vejo dificuldades para o governismo atrair Cínthia de Allyson e Robson Carvalho.

Com esses cinco possíveis aliados, somados aos dez que já estão na base de Cadu e Lula, seriam 15 votos. Número suficiente para garantir a eleição da Mesa Diretora e dar sustentação política ao governo.

Mas existe outra hipótese: a bancada de centro se aliar ao PL em uma composição temporária, voltada exclusivamente para a eleição da Mesa Diretora, com os espaços de poder divididos entre os dois grupos.

Possível, mas pouco provável.

Afinal, quem abriria mão do comando da Assembleia em favor do outro? Não faria sentido para o centro virar as costas à possibilidade de se aliar à máquina do governo para entregar a presidência ao PL. Da mesma forma, seria difícil imaginar o PL entregando ao União Brasil ou ao PP o comando da Casa e ficando de mãos vazias.

Vamos olhar para os nomes.

Ezequiel Ferreira e o PSDB têm uma candidata: a deputada Cristiane Dantas. Neste momento, a grande favorita.

O PT poderia ceder. Uma ampla negociação com Ezequiel poderia não apenas garantir a conquista da Mesa Diretora, mas também assegurar, como contrapartida, as condições de governabilidade para Cadu Xavier.

Seria mais ou menos assim: o PT e o PV aceitariam votar em Cristiane Dantas e caberia a Ezequiel e seu grupo a responsabilidade de construir uma base majoritária de apoio ao governo na Assembleia Legislativa.

Neste primeiro momento, acredito que seja mais ou menos isso que esteja começando a ser conversado nos bastidores.

26 de out. de 2026

ELEIÇÕES 2026: Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos; São Paulo liderou crescimento

 

Foto: Ricardo Stuckert

Lula (PT) recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em comparação com o primeiro. São Paulo foi o estado que mais contribuiu para o aumento, com 2.613.861 votos adicionais, seguido por Minas Gerais, com 1.162.163, e Rio de Janeiro, com 872.372.

Os dados do TSE mostram que o crescimento da votação de Lula ocorreu nas 27 unidades da Federação, embora em proporções diferentes. A Bahia aparece na quarta posição, com 820.487 votos a mais, seguida por Pernambuco, com 563.542, e Rio Grande do Sul, com 529.793.

No Nordeste, região em que Lula venceu nos nove estados no segundo turno, o maior aumento absoluto foi registrado na Bahia. O Ceará teve acréscimo de 480.861 votos, enquanto a Paraíba registrou 252.932 e o Maranhão, 241.930.

O Rio Grande do Norte aparece na 14ª posição do levantamento, com 175.633 votos adicionais para Lula entre os dois turnos. Alagoas registrou aumento de 157.162 votos, o Espírito Santo teve 151.937 e o Piauí, 130.279.

Na outra ponta da lista, Roraima apresentou o menor crescimento em números absolutos, com 9.085 votos adicionais. Acre e Amapá também tiveram aumentos inferiores a 11 mil votos.

Os números representam a diferença entre as votações de Lula nas duas etapas da eleição em cada estado. A comparação mostra onde o candidato ampliou sua votação, mas não identifica individualmente em quem votaram os eleitores entre os turnos.

No resultado nacional, Lula terminou o segundo turno com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL). O aumento da votação petista entre as duas etapas foi superior ao registrado pelo adversário, que recebeu cerca de 3,7 milhões de votos a mais no segundo turno.


ELEIÇÕES RN: Votos nos números ’00’ e ’22’ no 2º turno somam 58,7 mil e superam diferença entre Cadu e Allyson

 

Fotos: Reprodução

Um total de 58.793 eleitores do Rio Grande do Norte digitou ’00’ ou ’22’ na urna eletrônica no segundo turno da eleição para governador, realizado neste domingo (25). No estado, Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) por 32.625 votos de diferença. Os dados foram levantados pelo jornalista Dinarte Assunção, do blog do Dina, a partir de informações do TSE.

Em todo o RN, número ’00’ recebeu 32.122 votos, enquanto 26.671 eleitores digitaram ’22’, número associado ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que não disputava o 2º turno.


No recorte em Natal, 7.097 eleitores digitaram ’22’ e outros 9.555 escolheram ’00’.

A comparação mostra que os votos digitados no número ’22’, isoladamente, equivalem a cerca de 82% da diferença entre os candidatos. Somados aos votos no ’00’, representam aproximadamente 1,8 vez a margem da vitória de Cadu.

Prefeitos no alvo da crítica: Antes de projetar 2028, é preciso entender como o eleitor do RN votou em 2026.

 


Com o fim da apuração no Rio Grande do Norte e uma diferença de apenas 1,54%, surgem as leituras apressadas de lado a lado.


Prefeitos e prefeitas que apoiaram Allyson Bezerra passam a ser injustamente cobrados por derrotas locais, enquanto diretórios municipais do PT - com pouca expressão em pleitos da cidade - já projetam forças para 2028.

No entanto, usar o resultado estadual para julgar a política local é ignorar como o eleitor realmente decide o voto. A articulação de Allyson com os gestores funcionou nos grandes centros.

Com apoio das lideranças locais, ele venceu nos cinco maiores municípios: Natal (com frente de mais de 25 mil votos ao lado de Paulinho Freire), Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo e Macaíba.

A virada que deu a vitória a Cadu de Lula (PT) ocorreu no interior do estado, puxada não por diretórios municipais, mas sim pela presença marcante do "Efeito Lula". O próprio uso da alcunha "Cadu de Lula" escancara qual foi a grande força desse resultado.

Crucificar prefeitos por não conterem uma onda de apelo nacional no interior é cobrar uma capacidade de transferência de votos que nenhum gestor isolado possui. Da mesma forma, é uma ilusão que dirigentes locais do PT atribuam essa votação à sua própria musculatura política.

Em 2028, nas eleições municipais, a conta será outra: o eleitor vai cobrar calçamento, posto de saúde, serviços e a realidade de cada rua, e não disputas nacionais.

Ainda nem terminamos 2026 e a turma já quer adivinhar 2028. Nem o próprio Cadu pode atribuir a si uma capilaridade que foi fruto da imagem do presidente Lula.

Portanto, fazer previsões precipitadas sem entender a diferença entre uma eleição estadual e uma municipal é um erro. O momento pede prudência, cabeça fria e respeito às dinâmicas próprias de cada momento da política potiguar.

Fonte: http://politicapauferrense.blogspot.com/

Lula e Cadu Vencem: Alinhamento Estadual e Federal Garante Vitória do PT no RN.

 


A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte consagrou uma das viradas mais marcantes da política potiguar. Em uma disputa que começou cercada de incertezas, Cadu Xavier (PT) superou a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) e foi eleito governador no segundo turno.


No primeiro turno, Álvaro Dias (PL) ficou pelo caminho, enquanto Cadu avançou para a etapa final colado na liderança do adversário. Na votação deste domingo (25), 2.229.510 eleitores compareceram às urnas no estado, com abstenção de 16,07% (426.776 eleitores).

Visto inicialmente como o azarão do pleito, Cadu construiu sua musculatura eleitoral ao longo do processo. Um passo estratégico fundamental foi adotar a alcunha de "Cadu de Lula", apoiando-se diretamente na força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se conectar com a base eleitoral do estado.

Esse alinhamento se refletiu nas urnas: no Rio Grande do Norte, Lula somou 1.412.681 votos contra 736.851 de Flávio Bolsonaro (PL), inclusive sendo reeleito presidente com 51,76% dos votos válidos nacionalmente. Movidos pela garra da militância petista, Cadu e seus apoiadores mantiveram a campanha viva até o momento decisivo.

A etapa final foi marcada pelo forte acirramento. Mesmo diante da migração de prefeitos que haviam apoiado Álvaro Dias no primeiro turno para a chapa de Allyson Bezerra no segundo, Cadu manteve o ritmo junto ao eleitorado.

Na apuração oficial do TSE, Cadu Xavier obteve 1.073.024 votos (50,77%) contra 1.040.399 votos (49,23%) de Allyson Bezerra. A maioria a favor do petista foi de 32.625 votos, ratificando a força do voto livre e do "efeito Lula" em solo potiguar.

O resultado fecha o ciclo com a consagração política da governadora Fátima Bezerra (PT). Além de fazer o próprio sucessor com a vitória de Cadu no Executivo, o grupo comemora a eleição de Samanda Alves (PT) para o Senado Federal e a consolidação de uma bancada forte na Assembleia Legislativa.