
Foto: Montagem / Metrópoles
A 53 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos da chamada
“terceira via” — Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos
(Missão) — continuam estagnados e sem conseguir romper a polarização
entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Nenhum dos candidatos alternativos supera 5% das intenções de voto.
Caiado varia entre 4% e 5%, Renan fica entre 2,8% e 4%, e Zema flutua
entre 2% e 3,3%. O presidente Lula lidera todas as pesquisas no primeiro
turno (entre 39% e 42,4%), seguido por Flávio Bolsonaro (entre 28,7% e
35%). A distância do terceiro colocado para o segundo lugar chega a
cerca de 30 pontos percentuais.
Embora demonstrem maior competitividade em simulações diretas de
segundo turno contra Lula (com destaques para Caiado atingindo 42% e
empate técnico), essa força teórica ainda não se traduz em votos
suficientes para levá-los à segunda etapa do pleito.
Na pesquisa CNT/MDA divulgada nessa terça-feira (11/8), Caiado
aparece com 4%, Zema, com 3,3%, e Renan, com 2,8%. Lula registra 42,4%, e
Flávio, 28,7%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 5 e 9 de agosto
e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está
registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número
BR-06935/2026.
A comparação com a rodada anterior da própria CNT/MDA é semelhante.
Em junho, Caiado também tinha 4%, Zema aparecia com 2,8% e Renan, com
2%. Ou seja, o ex-governador de Goiás permaneceu no mesmo patamar,
enquanto as oscilações de Zema e Renan ficaram abaixo de um ponto
percentual e dentro da margem de erro.
O BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (10/8), apresenta cenário
parecido. Caiado marca 5%, Renan, 4%, e Zema, 3%, contra 40% de Lula e
35% de Flávio. A distância entre o terceiro colocado e Flávio, portanto,
chega a 30 pontos percentuais.
O próprio levantamento classifica o cenário como de estabilidade
entre os principais candidatos em relação à rodada de 3 de agosto. Foram
ouvidos 2.001 eleitores por telefone entre 7 e 9 de agosto, com margem
de erro de dois pontos percentuais.
Com informações do Metrópoles