16 de out. de 2026
Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya.
Além dos 32 votos que faltaram: uma explicação sobre porque Robinson Faria não se reelegeu
Robinson Faria ficou a apenas 32 votos de renovar seu mandato na Câmara dos Deputados. Na minha avaliação, sua derrota reflete a dificuldade de transformar bons apoios políticos em votos. Os ataques à sua passagem pelo governo reacenderam lembranças negativas e pesaram na campanha. Em Mossoró, recebeu menos votos que João Maia e Benes, apesar de contar com uma boa estrutura de aliados. Mais do que um apoio pontual que faltou, o desgaste de seu nome ajuda a explicar o resultado..Imagino a frustração do deputado federal Robinson Faria ao olhar para o resultado e perceber que ficou a apenas 32 votos de renovar seu mandato na Câmara dos Deputados.
Uma diferença tão pequena deve provocar uma revisão de toda a campanha: o apoio político que escapou, o reduto em que o empenho poderia ter sido maior, a liderança que não correspondeu à expectativa. Deve estar passando um festival de razões pela cabeça de Robinson. Afinal, quando faltam tão poucos votos, qualquer oportunidade perdida ganha um peso enorme.
Na minha leitura, porém, há uma explicação mais ampla para sua derrota. Entre os três candidatos mais fortes do União Brasil/PP, Robinson tinha uma estrutura expressiva de apoios, mas era o nome que encontrava mais resistência entre os eleitores. Sua dificuldade estava em transformar essa estrutura em votos.
Esse desgaste ganhou força quando Kelps Lima passou a apresentar Robinson como o pior governador da história do Rio Grande do Norte. A expressão repercutiu e trouxe de volta ao debate a avaliação de sua passagem pelo governo.
Depois, as campanhas de Cadu de Lula e Álvaro Dias passaram a explorar a ligação de Robinson com Allyson Bezerra para atingir o candidato ao governo. Robinson foi apresentado como o aliado cuja presença colocaria em dúvida o discurso de mudança de Allyson.
Vieram os carimbos: “o pior governador”, “Allyson de Robinson” e as referências aos atrasos de quatro folhas de pagamento e à crise da previdência dos servidores durante sua gestão. Na narrativa dos adversários, Robinson virou o menino mau da história.
Embora esses ataques buscassem atingir Allyson, também colocavam o próprio Robinson no centro da rejeição. Ao disputar a reeleição para deputado federal, ele precisava pedir votos enquanto sua imagem como ex-governador era permanentemente lembrada de forma negativa.
Nas cidades, seus apoiadores sentiam essa dificuldade. Ter uma liderança ao lado da candidatura não significava conseguir convencer o eleitor. O apoio existia, mas o nome pesava na hora de pedir o voto.
Mossoró oferece um exemplo desse contraste. Robinson, João Maia e Benes Leocádio contaram com uma boa estrutura política e, segundo a divisão de apoios organizada por Allyson entre seus aliados na cidade, partiram de condições semelhantes de sustentação.
O resultado, entretanto, foi bastante diferente: João Maia recebeu 5.933 votos; Benes Leocádio, 4.993; e Robinson, 2.948. Esses números, isoladamente, não explicam a derrota, mas ajudam a ilustrar a dificuldade de converter apoio político em adesão eleitoral.
Ouvi de vários apoiadores de Robinson que, ao entrar nas casas, encontravam resistência para convencer o eleitor a votar nele. Segundo esses relatos, pedir votos para os outros candidatos era mais fácil.
Por isso, entendo que a campanha de Robinson ficou mais difícil a partir do momento em que a avaliação negativa de seu governo voltou ao centro do debate. Seus adversários conseguiram associar sua candidatura a lembranças que ele precisava superar para renovar o mandato.
Os 32 votos que faltaram tornam compreensível a busca por uma falha pontual. Mas, na minha avaliação, a principal explicação está no desgaste que limitou seu crescimento ao longo da campanha. Robinson reuniu bons apoios em todo o RN. O que não conseguiu, na medida necessária, foi vencer a resistência ao próprio nome.
Governo Fátima Bezerra tem 42% de avaliação negativa e desaprovação pessoal chega a 55%, aponta Quaest/InterTV.
De acordo com o levantamento, a maior parte da população vê a atual administração com olhos críticos.
Quando questionados sobre como classificam a gestão, 42% dos entrevistados responderam que ela é negativa, enquanto 29% a consideram regular e 25% a avaliam como positiva. Apenas 4% não souberam ou não quiseram responder.
Além de analisar o governo de forma geral, o estudo também procurou saber o que as pessoas acham do trabalho pessoal de Fátima Bezerra na função de governadora.
Nesse ponto, os números mostram que a maioria desaprova o desempenho da gestora, com 55% de rejeição contra 38% de aprovação, além de 7% que preferiram não opinar.
A pesquisa ouviu 1.098 pessoas entre os dias 9 e 12 de outubro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada sob o número RN-03210/2026.
Pesquisa Datafolha – Rejeição: Lula tem 46% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 44%

A Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra sobre a rejeição dos candidatos a presidente do Brasil.
Lula da Silva (PT) lidera a rejeição dos eleitores, por 46%, que afirmam não votar de forma alguma no petista. A rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) é de 44%.
No levantamento anterior, de 8 de outubro, Lula mantinha os mesmos 46% de rejeição, enquanto Flávio registrava 43%. Agora, 3% dos entrevistados dizem rejeitar os dois candidatos e 7% afirmam que não rejeitam nenhum deles.
Entre os eleitores de Flávio, 74% dizem votar nele por considerá-lo o melhor candidato, enquanto 17% afirmam que a escolha é motivada pelo desejo de derrotar Lula. Entre os apoiadores do presidente, 83% dizem escolhê-lo por considerá-lo o melhor candidato, e 12% afirmam votar para impedir a vitória do senador.
A pesquisa também aponta que 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam. Na avaliação da gestão, 41% consideram o governo ruim ou péssimo, e 35% o classificam como ótimo ou bom.
O levantamento ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. Contratada pela Folha de S.Paulo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.
9 de out. de 2026
No RN, 73 mil eleitores anularam voto ao tentar votar duas vezes no mesmo candidato ao Senado
O Rio Grande do Norte teve 73.316 eleitores que anularam o segundo voto para senador porque repetiram o mesmo candidato escolhido na primeira votação. O número corresponde a 3,38% dos 2.167.714 eleitores que registraram votos para o cargo nas eleições de 2026. Houve casos de anulação por esse motivo em todos os 167 municípios potiguares.
O levantamento foi realizado por O Correio de Hoje a partir dos Registros Digitais do Voto (RDVs) disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abrange as 8.115 seções que funcionaram no Estado. Nos arquivos, esse tipo de ocorrência é classificado especificamente como “nulo por repetição”.

Na eleição deste ano, cada eleitor do Rio Grande do Norte podia escolher dois candidatos diferentes para o Senado, porque estavam em disputa as duas cadeiras destinadas ao Estado. Depois de confirmar o primeiro nome, o eleitor precisava digitar o número de outro candidato. Caso repetisse o mesmo número, a primeira escolha era mantida, mas o segundo voto era automaticamente anulado.
Por isso, os 73.316 registros representam eleitores que conseguiram votar normalmente em um candidato, mas perderam a oportunidade de escolher um segundo nome. Em relação às 4.335.428 posições de voto para o Senado abertas nas urnas, considerando as duas escolhas de cada eleitor, as repetições corresponderam a 1,69%.
Os números mostram que a maior quantidade de repetições ocorreu com a candidata Samanda de Lula (PT), cujo número 131 foi digitado duas vezes por 23.990 eleitores. Em seguida, aparecem Coronel Hélio (PL), com 17.572 repetições do número 222; Styvenson Valentim (Podemos), com 10.850 do número 200; Rafael Motta (PDT), com 9.943 do número 123; Zenaide Maia (PSD), com 7.625 do número 555; e Tércio Tinôco (União), com 2.902 do número 444.
Os demais candidatos somaram 434 repetições. O dado não representa votos retirados da primeira escolha. Quando o eleitor digitava duas vezes o mesmo candidato, apenas a segunda tentativa era anulada, enquanto o primeiro voto continuava válido e era contabilizado normalmente.
Repetições foram 17% dos votos nulos
Ao todo, a disputa pelo Senado registrou 426.640 votos nulos, somando os 353.324 nulos comuns (como digitar 000) aos 73.316 anulados por repetição. Isso significa que as tentativas de escolher duas vezes o mesmo candidato representaram 17,18% de todos os votos nulos para o cargo no Rio Grande do Norte. Também foram registrados 301.982 votos em branco, somadas as duas opções de voto.
Para preservar o sigilo do voto dos eleitores, o RDV não mantém os votos ligados a cada eleitor nem identifica se os 353.324 nulos comuns e os 301.982 brancos foram registrados na primeira ou na segunda escolha. O que é possível afirmar com precisão é que os 73.316 nulos por repetição ocorreram necessariamente no segundo voto.
Tenente Ananias teve maior proporção
A maior incidência proporcional de repetições foi encontrada em Tenente Ananias, no Alto Oeste potiguar. No município, 482 dos 6.847 eleitores que votaram para o Senado repetiram a primeira escolha, o equivalente a 7,04%. Considerando os 1.543 votos nulos registrados na cidade, as repetições responderam por 31,24% do total.
Venha-Ver aparece em segundo lugar, com 193 repetições entre 3.007 votantes, índice de 6,42%. A cidade teve 855 votos nulos para o Senado, dos quais 22,57% decorreram da tentativa de votar duas vezes no mesmo candidato.
Na sequência estão Luís Gomes, com 328 repetições e índice de 5,82%; Japi, com 266 e 5,65%; e Encanto, com 233 e 5,56%. São José do Campestre, Equador, Portalegre, Rodolfo Fernandes e Doutor Severiano completam a relação dos dez municípios com os maiores percentuais.
Natal concentrou 12,8 mil casos
Entre as três maiores cidades do Estado, Parnamirim teve a maior proporção de votos anulados por repetição, embora Natal tenha concentrado o maior número absoluto.
Na capital, foram identificados 12.826 eleitores que repetiram o candidato, o equivalente a 2,83% dos 453.418 votantes. Natal teve 85.071 votos nulos para o Senado, dos quais 15,08% foram provocados pela repetição. Os outros nulos chegaram a 72.245, além de 59.378 votos em branco.
Mossoró contabilizou 4.528 repetições entre 157.644 eleitores, índice de 2,87%. O município registrou 31.190 votos nulos para o cargo. As repetições representaram 14,52% desse total, enquanto os nulos comuns somaram 26.662. Outros 27.049 votos foram deixados em branco.
Em Parnamirim, 3.506 dos 121.179 eleitores repetiram o primeiro candidato, proporção de 2,89%. Foram 21.169 votos nulos no município, incluindo 17.663 nulos comuns. As repetições responderam por 16,56% do total. A cidade ainda teve 17.712 votos em branco.
OS NÚMEROS DA REPETIÇÃO
Rio Grande do Norte
Eleitores com votação para o Senado: 2.167.714
Posições de voto, considerando duas escolhas: 4.335.428
Nulos por repetição: 73.316
Proporção sobre os eleitores: 3,38%
Outros votos nulos: 353.324
Total de votos nulos: 426.640
Participação das repetições entre os nulos: 17,18%
Votos em branco: 301.982
Maiores índices municipais
Tenente Ananias: 482 repetições entre 6.847 eleitores, ou 7,04%; 1.543 nulos no total
Venha-Ver: 193 entre 3.007, ou 6,42%; 855 nulos no total
Luís Gomes: 328 entre 5.639, ou 5,82%; 1.504 nulos no total
Três maiores cidades
Natal: 12.826 repetições, ou 2,83% dos eleitores; 85.071 nulos no total
Mossoró: 4.528 repetições, ou 2,87%; 31.190 nulos no total
Parnamirim: 3.506 repetições, ou 2,89%; 21.169 nulos no total
Números mais repetidos
131, Samanda de Lula: 23.990
222, Coronel Hélio: 17.572
200, Styvenson Valentim: 10.850
123, Rafael Motta: 9.943
555, Zenaide Maia: 7.625
444, Tércio Tinôco: 2.902
Eleições: propaganda gratuita no rádio e na TV volta nesta sexta
A partir desta sexta-feira (9), os candidatos que disputam o segundo turno voltarão a aparecer em propagandas no rádio e na televisão. A publicidade é permitida até o dia 23 de outubro, dois dias antes da votação.
Tanto Flávio Bolsonaro (PL) quanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à Presidência da República, terão direito a dois blocos diários nas emissoras de rádio:
- das 7h às 7h10 (com cinco minutos para cada candidato);
- das 12h às 12h10 (com cinco minutos para cada candidato).
Na TV, eles terão o mesmo tempo, também dividido em dois blocos:
- das 13h às 13h10;
- das 20h30 às 20h40.
Essas propagandas serão transmitidas de segunda a sábado.
Governo do Estado
As mesmas regras valem para os candidatos aos governos estaduais que concorrem no segundo turno, como é o caso do Rio Grande do Norte, com a disputa entre Alllyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). As transmissões em cada estado ocorrerão logo após as propagandas dos candidatos à Presidência.
Assim, nas emissoras de rádio, o primeiro bloco será transmitido das 7h10 às 7h20, enquanto o segundo bloco acontece entre 12h10 e 12h20.
Já na TV, o horário do primeiro bloco é das 13h10 às 13h20, enquanto o do segundo é das 20h40 às 20h50.
Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo

Novos relatos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro apontam um suposto esquema de propinas envolvendo fundos de pensão de servidores federais. De acordo com as informações obtidas pela revista VEJA, o banqueiro afirma ter negociado pagamentos ilícitos com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para garantir acesso aos recursos das entidades controladas por aliados do partido.
Entre as transações relatadas, Vorcaro menciona a entrega de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto. O montante teria como destino o financiamento de um documentário sobre a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva no exterior. Além dessa quantia, outro valor cujo montante não foi revelado teria sido pago diretamente à mesma instituição.
O banqueiro apresentou os detalhes do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, o órgão optou por não dar seguimento à investigação, sob o argumento de que faltavam provas materiais, uma vez que as operações teriam ocorrido em espécie.
Em contrapartida, a defesa de Vorcaro sustenta que o caso dispõe de elementos comprobatórios robustos, incluindo mensagens de WhatsApp, registros de identificação dos operadores responsáveis pelas retiradas do dinheiro, além de informações detalhadas sobre os locais e as rotas utilizadas nas entregas.


8 de out. de 2026
TSE decide hoje (8) futuro de Deltan Dallagnol e desistência de Garotinho
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga nesta quinta-feira (8) dois processos que podem alterar o resultado das eleições de 2026: o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná e o pedido de desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, que pode definir se haverá segundo turno.
Os dois casos têm relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques e estão na pauta da sessão, que começa às 10h.
O plenário analisa recurso contra a decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) que deferiu a candidatura do ex-procurador. Ele recebeu 25,14% dos votos no domingo (4).
A controvérsia tem origem na saída de Dallagnol do Ministério Público Federal, em novembro de 2021. Em 2023, o TSE concluiu que ele pediu exoneração enquanto respondia a procedimentos administrativos que poderiam resultar em punição e, consequentemente, em inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. A Corte cassou o registro, e Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal.
Neste ano, o TRE-PR entendeu que o arquivamento posterior dos procedimentos disciplinares e os novos documentos apresentados pela defesa justificavam nova avaliação do caso e deferiu o registro.
Às vésperas da eleição, Floriano Marques reformou a decisão de forma individual e determinou que os votos dados a Dallagnol fossem considerados nulos. No domingo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou a contabilização dos votos até que o plenário se manifeste.
Se o colegiado concluir que Dallagnol é inelegível, ele não poderá assumir o mandato e os votos recebidos serão anulados. Caberá à Justiça Eleitoral definir os efeitos da decisão sobre a vaga no Senado.
Caso Garotinho pode definir eleição no Rio
O TSE também precisa decidir se aceita a desistência do recurso apresentado por Garotinho e quais efeitos isso terá sobre os votos que ele recebeu.
O TRE-RJ indeferiu a candidatura do ex-governador por considerá-lo inelegível em razão de condenação por improbidade administrativa. Garotinho recorreu e disputou a eleição com o registro sub judice. No domingo, recebeu 274.411 votos, o equivalente a 3,17% do total considerado na apuração.
Na segunda-feira (5), a defesa pediu a desistência do recurso. Como mostrou a CNN, o Ministério Público Eleitoral também se manifestou a favor da desistência.
A coligação de Eduardo Paes (PSD) pediu ao TSE que mantenha o segundo turno. Segundo a defesa, a desistência não pode produzir, por decisão do próprio candidato, efeitos capazes de alterar o resultado da eleição depois de ele ter participado de toda a campanha.
O impacto é direto no cálculo. Com os votos de Garotinho considerados na totalização, Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos e deve enfrentar Paes, que teve 42,76%, no segundo turno. Se os 274.411 votos forem definitivamente retirados da base, o total de votos válidos diminui e Ruas ultrapassa os 50% necessários para vencer já no primeiro turno.
CNN Brasil
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br
FEMURN se mete em mais uma briga com o governo e ameaça ir à Justiça por repasses atrasados aos municípios

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) afirmou nesta quarta-feira (7) que poderá adotar medidas judiciais caso o Governo do Estado não regularize os repasses destinados às prefeituras potiguares. A declaração foi feita pelo presidente da entidade e prefeito de Portalegre, José Augusto (União), após reunião com representantes do Executivo estadual.
O encontro teve como principal pauta os atrasos nas transferências constitucionais. Segundo levantamento apresentado anteriormente pela FEMURN, as pendências superam R$ 253 milhões.
“Ficou muito claro na reunião que a FEMURN não aceita mais o não pagamento dos atrasados e, acima de tudo, o cumprimento da lei, que já está em vigor desde o dia 19 de setembro e até hoje o governo não cumpriu o que determina a lei”, afirmou José Augusto.
Segundo o presidente, a assessoria jurídica da Federação participou da reunião e apresentou aos representantes do Governo as medidas que poderão ser adotadas caso a situação permaneça sem solução.
José Augusto afirmou ainda que a FEMURN terá uma reunião nesta quinta-feira (8) com o Banco do Brasil para tratar do cumprimento das regras relacionadas às transferências.
“De uma forma muito respeitosa, dizemos ao governo que, a partir de agora, caso não ocorra o cumprimento, vamos entrar com todas as medidas cabíveis”, declarou.
O presidente da Federação reforçou que a cobrança envolve recursos que, segundo a entidade, pertencem aos municípios. Entre as pendências citadas estão IPVA, ICMS, Fundeb, PETERN, royalties do petróleo e Farmácia Básica.
“Nós não estamos discutindo recursos do Estado. Nós estamos discutindo recursos que têm que estar na conta dos municípios toda semana”, afirmou.
A FEMURN sustenta que a irregularidade nos repasses prejudica o planejamento financeiro das prefeituras e a manutenção de serviços públicos nos 167 municípios do Rio Grande do Norte.
Prefeita Marianna Almeida reafirma coerência política e mantém apoio a Allyson Bezerra e Lula no segundo turno.
A prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, recorreu às suas redes sociais para reafirmar o alinhamento político adotado no primeiro turno das eleições e ratificar seu apoio no segundo turno.
Em publicação compartilhada com seus seguidores, a gestora destacou a relevância de manter a firmeza no projeto político que defende, garantindo engajamento contínuo nas campanhas de Allyson Bezerra (UNIÃO) para o governo do estado e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.
A postura da prefeita demonstra coerência e maturidade política ao seguir convicta nos compromissos assumidos com a população desde o início do pleito.
Ao recusar mudanças de rumo de última hora ou alianças de ocasião após o encerramento da primeira etapa eleitoral, Marianna consolida uma postura transparente e alinhada com as propostas que considera essenciais para o desenvolvimento local e regional.
Na mensagem divulgada, a prefeita reforçou a importância do trabalho contínuo até o dia da votação, marcada para 25 de outubro, ressaltando o lema "Juntos pelo futuro".
A mobilização em torno dos números 44 e 13 evidencia o fortalecimento dessa parceria na reta final da campanha, reafirmando sua liderança e compromisso direto com as diretrizes do seu grupo político.
RECORDE FEMININO: Assembleia do RN terá sete deputadas e maior bancada de mulheres da história

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte terá, a partir de 2027, a maior bancada feminina de sua história. Sete mulheres foram eleitas para ocupar as 24 cadeiras da Casa, o equivalente a 29,2% da próxima legislatura. Atualmente, o Legislativo estadual conta com cinco deputadas.
A nova bancada será formada por Camila Araújo (PL), Cinthia de Allyson (União Brasil), Cristiane Dantas (PSDB), Divaneide Basílio (PT), Eudiane Macedo (PV), Kaline de Dr. Bernardo (PV) e Isolda Dantas (PT).
Das sete eleitas, quatro já exercem mandato e foram reeleitas: Cristiane Dantas, Divaneide Basílio, Eudiane Macedo e Isolda Dantas. Camila Araújo, Cinthia de Allyson e Kaline de Dr. Bernardo chegam à Assembleia pela primeira vez.
Cinthia e Kaline assumirão o primeiro cargo eletivo de suas trajetórias. Já Camila está no segundo mandato como vereadora de Natal.
Terezinha Maia (PL) foi a única integrante da atual bancada feminina que não conseguiu a reeleição. Ela recebeu 23.893 votos e ficou como segunda suplente do partido.
Além do crescimento da representação feminina, a Assembleia terá oito novos deputados estaduais em 2027, uma renovação de 33,3% das cadeiras.
Tribuna do Norte
4 de out. de 2026
Mais de 2,6 milhões de eleitores estão aptos a votar no RN neste domingo.
Ao todo, o RN terá 8.363 seções eleitorais, com 8.849 urnas eletrônicas e 41.920 colaboradores, entre mesários e equipes de apoio. Natal concentra o maior eleitorado, com 570.537 eleitores, seguida por Mossoró (187.535), Parnamirim (147.021), São Gonçalo do Amarante (77.694) e Ceará-Mirim (60.339).
A votação será das 8h às 17h, no horário de Brasília, e o TRE orienta os eleitores a atualizarem o e-Título, ou o titulo eleitoral e um documento oficial com foto e consultarem previamente o local de votação.
Eleições 2026: entenda o caminho do voto até a divulgação do resultado.
Entre a confirmação do voto na urna eletrônica e a exibição dos resultados pela Justiça Eleitoral, os dados passam por diferentes etapas de registro, apuração, transmissão, verificação e totalização.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no domingo (4). A votação começa às 8h e terminará às 17h, sempre pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila no momento do encerramento poderá votar normalmente. A divulgação dos resultados poderá começar a partir das 17h.
Zerésima mostra que urna não tem votos
Antes da abertura da seção, a partir das 7h, os mesários ligam a urna e emitem a chamada zerésima. O documento relaciona os candidatos que participam da eleição e comprova que nenhum voto foi registrado no equipamento antes do início da votação.
Também é emitido um resumo da zerésima, que deve ser assinado pelos responsáveis pela seção e pelos fiscais que desejarem acompanhar o procedimento. O documento permanece exposto em lugar visível.
Como o voto fica armazenado
Durante a votação, a urna funciona de forma isolada. O equipamento não é conectado à internet, ao Wi-Fi ou ao Bluetooth e executa somente os programas preparados, inspecionados, assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral.
Cada escolha confirmada é armazenada no RDV (Registro Digital do Voto). O arquivo guarda exatamente os números digitados, mas não registra o nome, o número do título ou qualquer outra informação que permita identificar o eleitor.
Além disso, os votos para cada cargo são gravados em posições aleatórias. Dessa maneira, não é possível relacionar as escolhas entre si nem reconstruir a ordem em que os eleitores compareceram à seção. O RDV também permite recontar os votos e verificar se o resultado apresentado no boletim corresponde aos registros da urna.
O que acontece quando a cotação termina
Depois que o último eleitor votar, o presidente da mesa encerra a votação no equipamento. Nesse momento, a própria urna apura os votos daquela seção e imprime o BU (Boletim de Urna).
O documento apresenta, entre outras informações, a quantidade de votos recebidos por candidato e partidos, os totais de votos em branco e nulos, o comparecimento, a identificação da urna, a zona e a seção eleitoral.
As vias do boletim são assinadas pelos integrantes da mesa e pelos fiscais presentes. Uma cópia assinada deve ser afixada em local visível na seção. Partidos, federações, coligações, Ministério Público, coligações, Ministério Público, imprensa e demais interessados também podem solicitar vias no momento do encerramento.
A urna também grava arquivos assinados digitalmente e criptografados em uma mídia de resultado. Essa mídia é retirada do equipamento e encaminhada para um cartório eleitoral ou para um ponto autorizado de transmissão.
A urna não transmite votos
A urna eletrônica não envia informações pela internet. Depois da retirada da mídia, computadores da Justiça Eleitoral fazem a transmissão dos arquivos por meio do Sistema Transportador ou do JE-Connect.
A transmissão ocorre em uma rede privativa e criptografada. Em regiões de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e territórios indígenas, também pode ser utilizada comunicação via satélite.
O JE-Connect permite instalar pontos de transmissão fora dos cartórios eleitorais e é utilizado em todos os estados. O sistema somente lê arquivos que contenham a assinatura digital produzida por uma urna oficial. Fiscais partidários, o Ministério Público e outras entidades fiscalizadoras podem acompanhar o procedimento.
Como os dados entram na totalização
Quando o arquivo chega ao ambiente de processamento da Justiça Eleitoral, os sistemas verificam a assinatura digital para confirmar que o resultado veio da urna preparada para aquela seção e que não sofreu alterações.
O Boletim de Urna é, então, decifrado pelo sistema de totalização. Os dados passam por verificações de estrutura e consistência antes de serem incorporados ao Sistot (Sistema de Gerenciamento da Totalização).
O procedimento soma os resultados apresentados nos boletins das diferentes seções eleitorais. A transmissão e o gerenciamento são realizados em cada instância da Justiça Eleitoral conforme a eleição e o cargo disputado.
Os resultados são atualizados à medida que os boletins são recebidos e processados. A consulta poderá ser feita no portal do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nas páginas dos tribunais regionais eleitorais e no aplicativo Resultados.
Eleitor pode conferir o boletim
Os boletins recebidos para a totalização são disponibilizados na internet. Assim, qualquer pessoa pode comparar a versão digital com o documento impresso na seção.
A conferência também pode ser feita pelo QR-Code presente no boletim, por meio do aplicativo Boletim na Mão. A ferramenta permite verificar se os números impressos na seção correspondem aos publicados pela Justiça Eleitoral.
Como são definidos os eleitos
Presidente, governador e senador são escolhidos pelo sistema majoritário. Para presidente e governador, é necessário obter mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Para o Senado, são eleitos os dois candidatos com maior votação em cada estado e no Distrito Federal.
Os deputados federais, estaduais e distritais são escolhidos pelo sistema proporcional, que considera os votos recebidos pelos candidatos, partidos e federações para distribuir as vagas. Votos em branco e nulos não entram no cálculo dos votos válidos.
Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) proclamam os eleitos para governador, senador e deputados em cada unidade da Federação. Ao TSE cabe proclamar o resultado da eleição para presidente e vice-presidente da República. Depois dessa etapa, ocorre a diplomação, que formaliza a condição do eleito ou suplente.
CNN Brasil
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros. Para ter acesso completo a matéria acesse gustavonegreiros.com.br









