A apuração das urnas no Rio Grande do Norte encerrou mais uma eleição e trouxe de volta o debate sobre a precisão das pesquisas eleitorais.
Se no primeiro turno institutos como Quaest e DataVero se destacaram ao captar o cenário daquela etapa, o segundo turno consagrou a precisão do Instituto Media (Media/O Potengi).
Divulgada no sábado (24), véspera da votação, a pesquisa do Instituto Media indicou 50,7% dos votos válidos para Cadu de Lula (PT) e 49,3% para Allyson Bezerra (União Brasil).
Com o fim da apuração do TSE, os números oficiais confirmaram Cadu com 50,77% (1.073.024 votos) e Allyson com 49,23% (1.040.399 votos) - uma diferença mínima de apenas 0,07 ponto percentual em relação ao levantamento.
O acerto do Instituto Media merece reconhecimento, mas o resultado geral pede uma análise ponderada. Pesquisa eleitoral não é adivinhação nem promessa do futuro; é uma fotografia do momento em que a entrevista foi feita.
Embora o mercado às vezes conviva com levantamentos fracos ou usados como propaganda, o trabalho estatístico sério busca ler as tendências do eleitor em um cenário em constante mudança.
Por isso, desqualificar todas as pesquisas após uma eleição é um erro. A intenção de voto do eleitor é dinâmica e pode mudar até o momento de apertar o botão na urna. Entre limitações técnicas de alguns e acertos de outros, o resultado final das urnas é o que prevalece.
O caminho mais justo é valorizar quem acertou e respeitar a estatística, entendendo o papel democrático que as pesquisas cumprem no processo eleitoral.

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