Obrigar
um idoso de 90 anos a usar um aplicativo para acessar direitos básicos
não é sinal de evolução. É sinal de que o sistema deixou de enxergar as
pessoas que mais precisam dele.
Quem
trabalhou a vida inteira, pagou impostos e ajudou a construir este país
agora depende de um filho, de um neto ou de um vizinho para marcar uma
consulta, acessar o INSS ou resolver um problema simples.
Isso não é inclusão digital. É exclusão social.
A
tecnologia deve facilitar a vida das pessoas, nunca criar novas
barreiras para quem já enfrenta tantas dificuldades. Modernizar os
serviços públicos é importante, mas isso jamais pode significar
abandonar quem não consegue acompanhar a velocidade das mudanças.
Uma
sociedade verdadeiramente desenvolvida não é aquela que substitui tudo
por aplicativos. É aquela que garante que ninguém fique para trás.
Enquanto um idoso precisar pedir ajuda para exercer um direito que é seu, ainda temos muito a evoluir.
Dignidade não pode depender de uma senha, de um celular ou de um aplicativo.
13 de jul. de 2026
Em 2026, quase tudo cabe na palma da mão. Mas nem toda mão consegue segurar um smartphone.
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