3 de dez. de 2011

Notícia de cheques sem fundos passados por ex-prefeito de São Vicente ganhou destaque na mídia nacional


Entre agosto e dezembro de 2008, o então prefeito de São Vicente, interior do Rio Grande do Norte, Josifran Lins de Medeiros, emitiu 91 cheques das contas da prefeitura sem fundos. O fato chamou a atenção do Ministério Público, principalmente, por esse período coincidir com o período eleitoral e o final do mandato. Para busca a reparação do dano a Promotoria de Justiça da Comarca ajuizou uma ação de Improbidade Administrativa contra o ex-prefeito.

Para cada cheque sem fundos o Banco do Brasil cobrava a tarifa bancária de R$ 20,50 e o Banco Central a tarifa de R$ 0,35 para regularizar a situação do Município, totalizando um prejuízo de R$ 1.897,35.

Embora o valor do dano real não seja alarmante, existem um fator ainda maior que é o dano ao patrimônio imaterial do Município. Órgãos públicos com histórico como esse enfrentam a desconfiança de fornecedores, o que implica, como efeito das leis de mercado, diminuição do interesse em participar das licitações e dos contratos do órgão e em consequente prejuízo a médio e longo prazo em razão do aumento de custos para contratações, dada a falta de credibilidade do órgão perante o comércio da região.

Entre os pedidos do Ministério Público na ação estão a suspensão dos direitos políticos, o ressarcimento ao erário, a aplicação de multa civil e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.

POSTADO POR CLEUMY CANDIDO FONSECA ÁS 10:02

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